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  • EP 165 — O que México e Chile têm a ensinar sobre eletrificação — e uma experiência de sucesso no Brasil

    EP 165 — O que México e Chile têm a ensinar sobre eletrificação — e uma experiência de sucesso no Brasil

    EP 165 do Podcast do Transporte mostra como Santiago e Cidade do México estruturaram a adoção de ônibus elétricos e apresenta a experiência de uma operadora paulistana que aposta na tecnologia para recuperar passageiros

    A eletrificação do transporte público avança em diferentes ritmos na América Latina, mas as experiências de México, Chile e Brasil mostram que a transição depende de muito mais do que colocar ônibus elétricos nas ruas.

    Infraestrutura de recarga, financiamento, planejamento de longo prazo, manutenção, relação com fornecedores e políticas públicas são alguns dos elementos necessários para que a tecnologia consiga ganhar escala.

    Esses caminhos são apresentados no EP 165 do Podcast do Transporte, que reúne especialistas convidados pela UITP para a LAT.BUS 2026 e mostra experiências de Santiago, Cidade do México e São Paulo.

    O episódio também acompanha novidades apresentadas durante a feira, estudos relacionados à operação do transporte coletivo e uma reflexão sobre a importância de preservar a memória do setor.

    Cidade do México avança com eletrificação do Metrobús

    Na capital mexicana, a introdução dos ônibus elétricos ganhou força a partir de uma decisão política acompanhada pela estruturação do modelo operacional.

    Nicolás Pallares, do Metrobús-México, explica que a eletrificação avançou rapidamente e alcançou cerca de 90 ônibus elétricos.

    O sistema Metrobús possui sete linhas de BRT distribuídas por aproximadamente 175 quilômetros de corredores e opera uma frota próxima de 900 veículos.

    Para Pallares, dois desafios são determinantes para a expansão da tecnologia: a existência de regras governamentais claras para a operação e o acesso a financiamento sustentável.

    A questão financeira ganha importância principalmente porque a eletrificação precisa ser planejada considerando todo o período das concessões.

    Não se trata apenas do investimento inicial nos ônibus. Infraestrutura elétrica, carregadores, manutenção e evolução tecnológica também precisam entrar nessa equação.

    Santiago transforma ônibus elétricos em parte central da operação

    No Chile, Santiago percorreu um caminho ainda mais acelerado.

    Segundo Diego Fuentes, da MetBus, a operação começou em 2017 com apenas dois ônibus elétricos.

    Atualmente, a capital chilena conta com aproximadamente 4.400 veículos elétricos, que representam cerca de 68% da frota de transporte coletivo.

    A MetBus, uma das principais operadoras da cidade, possui aproximadamente 950 ônibus elétricos em circulação.

    O crescimento da frota trouxe também novos aprendizados.

    Entre os resultados destacados por Fuentes está a forte aceitação dos passageiros ao novo padrão de transporte. Mas a experiência chilena também mostrou a importância de uma boa estrutura de pós-venda.

    Quando centenas de veículos elétricos passam a integrar a operação diária, disponibilidade de peças, suporte técnico e capacidade de manutenção tornam-se elementos decisivos para garantir a continuidade do serviço.

    Santiago demonstra, assim, que a eletrificação precisa ser tratada como um sistema completo e não apenas como uma troca de tecnologia veicular.

    Em São Paulo, elétricos ajudam operadora a recuperar passageiros

    O episódio também apresenta uma experiência brasileira.

    A equipe do Podcast do Transporte acompanhou a operação da Auto Bless, em São Paulo, empresa que trabalha com a perspectiva de eletrificar toda a sua frota até o final do ano.

    Valter Bispo, da Auto Bless, explica que um dos principais obstáculos encontrados foi a infraestrutura de energia disponível para atender à operação.

    Para contornar as limitações, a empresa passou a trabalhar com cargas de oportunidade e sistemas BESS — Battery Energy Storage System, capazes de armazenar energia para posterior utilização.

    A solução permite maior flexibilidade para organizar as recargas e reduz a dependência da disponibilidade imediata da rede elétrica.

    Bispo também relata benefícios operacionais, como menor incidência de quebras e maior conforto para os motoristas.

    Mas outro resultado chama atenção.

    Segundo o representante da operadora, aproximadamente 600 mil passageiros retornaram ao transporte coletivo, movimento que a empresa relaciona à melhoria da experiência proporcionada pela nova frota.

    O caso mostra uma dimensão importante da eletrificação: além da redução de emissões e dos ganhos operacionais, ônibus mais silenciosos e confortáveis podem contribuir para melhorar a percepção dos usuários sobre o transporte público.

    LAT.BUS evidencia evolução da indústria brasileira de ônibus

    A indústria também ocupa espaço no EP 165.

    Márcia Pinna, da revista Technibus, apresenta a avaliação da Busscar após a participação na LAT.BUS 2026.

    A fabricante destacou a recepção aos modelos El Buss FT, 325 e 325L, apresentados durante a feira.

    Segundo Pinna, visitantes internacionais também demonstraram interesse pela evolução dos produtos e pelos projetos desenvolvidos pela fabricante.

    A LAT.BUS tornou-se um ambiente importante não apenas para lançamentos, mas para aproximar fabricantes brasileiros de operadores, fornecedores e representantes de diferentes mercados da América Latina.

    Esse intercâmbio ocorre justamente em um momento no qual o ônibus passa por profundas transformações, incorporando novas tecnologias de propulsão, conectividade, sistemas eletrônicos e recursos voltados à eficiência operacional.

    Reputação das empresas também influencia a atração de passageiros

    Tecnologia não é o único fator determinante para o futuro do transporte coletivo.

    Adamo Bazani, do Diário do Transporte, comenta no episódio estudos relacionados à remuneração dos motoristas e à importância da reputação das empresas.

    Em um setor que enfrenta dificuldades para contratar profissionais e recuperar demanda, a percepção construída pelas empresas junto a trabalhadores e passageiros pode ter influência crescente sobre os resultados da operação.

    A discussão reforça que a recuperação do transporte público passa também pela qualidade do serviço e pela relação das operadoras com quem trabalha e utiliza diariamente os sistemas.

    Padrões abertos podem ampliar integração na bilhetagem

    Outro tema abordado é a defesa da UITP por padrões abertos nos sistemas de bilhetagem.

    A interoperabilidade pode permitir maior integração entre diferentes operadores, modais e plataformas de mobilidade.

    Sistemas mais abertos também podem diminuir a dependência de soluções proprietárias e facilitar a incorporação de novas tecnologias ao longo do tempo.

    Em um transporte cada vez mais conectado, a discussão sobre padrões tecnológicos torna-se tão relevante quanto a evolução dos próprios veículos.

    Eletrificação exige planejamento além dos veículos

    México, Chile e Brasil estão em estágios diferentes de eletrificação, mas as experiências apresentadas no EP 165 revelam desafios semelhantes.

    No México, o debate envolve regras claras e financiamento.

    No Chile, a escala alcançada exige uma estrutura sólida de manutenção e pós-venda.

    Em São Paulo, as limitações da infraestrutura levaram à busca por novas formas de armazenamento e gerenciamento da energia.

    Esses exemplos mostram que a transição energética depende de um ecossistema que envolve veículos, energia, carregadores, garagens, baterias, fornecedores, financiamento e planejamento operacional.

    O sucesso da eletrificação está justamente na capacidade de integrar todos esses elementos.

    Preservar a memória para não repetir os mesmos debates

    No editorial do episódio, Alexandre Pelegi propõe uma reflexão sobre a memória do transporte público brasileiro.

    Muitos dos problemas discutidos atualmente pelo setor já faziam parte de debates realizados décadas atrás.

    Financiamento, qualidade do serviço, prioridade ao transporte coletivo e planejamento aparecem repetidamente na história da mobilidade brasileira.

    Recuperar documentos, experiências e discussões do passado pode ajudar novas gerações de profissionais a compreenderem como determinadas questões surgiram e quais soluções já foram experimentadas.

    Preservar essa memória significa evitar que o setor precise começar novamente do zero a cada geração.

    https://open.spotify.com/episode/4Q2aR4lqRokPp3Zb8zB9Qm

    📌 Conteúdo do Diário do Transporte, da OTM Editora e da ANTP.

    Produção: Toda Onda
    Direção: Luiz Henrique Romagnoli
    Edição geral: Alexandre Pelegi

  • EP 163 — Hitachi mira a América Latina e lidera o maior projeto ITS do mundo

    EP 163 — Hitachi mira a América Latina e lidera o maior projeto ITS do mundo

    LatBus 2026 revela a força da indústria de ônibus e reúne tecnologia, novos negócios e os principais desafios da mobilidade na América Latina

    A LatBus 2026 mostrou a dimensão e a força do mercado de ônibus latino-americano e colocou em evidência tecnologias que devem transformar o transporte de passageiros nos próximos anos.

    No EP 163 do Podcast do Transporte, os principais assuntos que movimentaram a feira são analisados por executivos, especialistas e jornalistas. Entre os destaques estão a estratégia da Hitachi para a América Latina, o avanço do maior projeto de sistemas inteligentes de transporte (ITS) em uma única cidade, os resultados da LatBus, novos modelos de ônibus e os desafios para ampliar a participação feminina no setor.

    Hitachi amplia atuação na América Latina e aposta em inteligência no transporte

    O episódio traz a primeira entrevista de Maurício Corte como vice-presidente de estratégia da Hitachi para a América Latina.

    Diretamente do estúdio avançado montado durante a LatBus 2026, Corte fala sobre a estratégia da companhia na região e sobre a incorporação da Clever Devices, empresa especializada em tecnologia para transporte público.

    Um dos principais desafios está em São Paulo, onde a Hitachi participa do Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional (SMGO).

    Segundo Corte, trata-se do maior projeto de monitoramento e gestão do transporte em uma única cidade no mundo. A dimensão da operação paulistana, entretanto, impõe desafios particulares e exige ajustes para que a tecnologia consiga responder à complexidade do sistema.

    A expectativa é que o SMGO contribua para fortalecer a governança de dados, melhorar o planejamento das viagens e ampliar a precisão das informações disponibilizadas aos passageiros.

    A iniciativa também reforça uma tendência que ganha espaço no transporte público: a utilização integrada de dados para apoiar decisões operacionais e melhorar a experiência de quem utiliza o sistema.

    LatBus 2026 mostra a força da indústria de ônibus

    A dimensão alcançada pela LatBus 2026 é analisada por Marcelo Fontana, da OTM Editora.

    Para Fontana, a edição foi marcada pelo crescimento no número de expositores, pela ampliação da área ocupada e, principalmente, pela qualidade técnica do público presente.

    O evento recebeu mais de 31 mil visitantes, incluindo quase 800 estrangeiros, consolidando seu caráter internacional.

    A presença de governos, entidades, fabricantes, operadores e profissionais do setor permitiu reunir, em um mesmo espaço, diferentes perspectivas sobre os desafios e as oportunidades do transporte coletivo.

    Para Fontana, o resultado evidencia a força da indústria de ônibus latino-americana e a importância de eventos capazes de aproximar os diferentes elos dessa cadeia.

    Fabricantes registram procura e projetam novos negócios

    A movimentação dos fabricantes durante a feira também é destaque no episódio.

    Márcia Pinna, da Technibus, relata a forte procura por chassis e carrocerias e a avaliação positiva das empresas em relação à qualidade dos contatos realizados durante o evento.

    Além dos lançamentos, demonstrações e apresentações tecnológicas, a expectativa é que parte das negociações iniciadas na LatBus avance para contratos nos próximos meses.

    O movimento reforça a posição da feira como uma importante vitrine continental para produtos, tecnologias e soluções voltadas ao transporte de passageiros.

    Tecnologia, conforto e eficiência orientam novos ônibus

    Os novos produtos apresentados na LatBus também são analisados por Adamo Bazani, do Diário do Transporte.

    Segundo o jornalista, as fabricantes enfrentam o desafio de combinar tecnologia, conforto e sofisticação com uma necessidade cada vez mais presente nas empresas operadoras: controlar custos e aumentar a eficiência.

    Nesse cenário, modelos elétricos, chassis inteligentes e soluções voltadas à melhoria da eficiência energética e aerodinâmica aparecem como respostas da indústria às demandas do mercado.

    A renovação de frotas precisa, ao mesmo tempo, oferecer veículos mais modernos e eficientes sem provocar uma pressão excessiva sobre os custos de operação.

    ABRATI defende maior participação feminina no transporte

    A diversidade também ganhou espaço no EP 163.

    Letícia Pineschi, diretora-geral da ABRATI, defende a ampliação da presença feminina em todas as etapas da cadeia do transporte.

    Para ela, abrir espaço é fundamental, mas não suficiente. A ampliação das oportunidades precisa estar acompanhada de preparo e qualificação, permitindo que as mulheres estejam prontas para ocupar as posições que surgem no setor.

    A discussão acompanha uma transformação gradual do mercado de transporte, que busca ampliar a diversidade e aproveitar diferentes competências na construção de soluções para a mobilidade.

    Editorial: o Brasil já conhece os caminhos para melhorar o transporte

    No editorial desta edição, Alexandre Pelegi parte de uma pesquisa realizada na Inglaterra para discutir um problema que também é conhecido pelos passageiros brasileiros.

    Os usuários querem maior frequência dos ônibus, viagens mais rápidas, integração tarifária, informações claras e pontos de embarque seguros.

    São demandas que, segundo Pelegi, aparecem há décadas em estudos e diagnósticos sobre o transporte público brasileiro.

    A experiência inglesa apresentada na pesquisa, porém, trouxe um elemento adicional: a criação de um fórum de passageiros após a realização do levantamento.

    Para Pelegi, o Brasil não sofre pela falta de diagnósticos ou de conhecimento sobre aquilo que precisa ser feito. O grande desafio é transformar esse conhecimento acumulado em ações concretas capazes de melhorar a experiência cotidiana dos passageiros.

    LatBus 2026 reforça o papel da tecnologia na transformação do transporte

    O EP 163 mostra que a transformação do transporte público passa por diferentes frentes.

    A digitalização da operação, o uso de dados, os sistemas inteligentes de transporte, novos veículos e soluções voltadas à eficiência estão criando novas possibilidades para operadores, gestores públicos e passageiros.

    Ao mesmo tempo, o setor continua diante de desafios conhecidos, como a necessidade de melhorar a qualidade do serviço, reduzir custos, ampliar investimentos e transformar diagnósticos em políticas efetivas.

    A LatBus 2026 funcionou como um retrato desse momento: uma indústria em transformação, conectada a novas tecnologias e cada vez mais integrada aos movimentos internacionais do setor.

    🎧 Ouça o EP 163

    Informação com análise é no Podcast do Transporte.

    O episódio é publicado toda quarta-feira pelo Spotify ou pelo seu agregador de podcasts preferido.

    Acompanhe também o site do Podcast do Transporte e confira os cortes e entrevistas no YouTube.

    O Podcast do Transporte é um produto do Diário do Transporte, em parceria com a Technibus/OTM Editora e a ANTP. A produção é da Toda Onda, com direção de Luiz Henrique Romagnoli e edição geral de Alexandre Pelegi.

  • Prodata e VaideBus: passageiro cada vez mais cliente com WhatsApp

    Prodata e VaideBus: passageiro cada vez mais cliente com WhatsApp

    Manaus quer ser referência com tecnologia, integração e sustentabilidade

    A mobilidade urbana vive uma transformação que vai muito além dos veículos, terminais e corredores de ônibus. Cada vez mais, o foco está na experiência do passageiro — ou, melhor dizendo, do cliente. No episódio 151 do Podcast do Transporte, a tecnologia aparece como protagonista dessa mudança, com destaque para a parceria entre Prodata e VaideBus, o avanço do WhatsApp como canal de serviços e o projeto Mobilidade 360, lançado em Manaus.

    A proposta é clara: simplificar a jornada do usuário, ampliar o acesso à informação, integrar soluções e tornar o transporte público mais próximo das necessidades reais da população.

    WhatsApp com IA amplia a relação entre transporte e passageiro

    A Prodata e a VaideBus estão apostando em um dos canais mais presentes na rotina dos brasileiros: o WhatsApp. A ideia é usar a ferramenta não apenas para recarga, mas como uma central de relacionamento capaz de resolver diferentes demandas do passageiro de forma rápida, intuitiva e acessível.

    No episódio, Kleber Rocha, diretor comercial da Prodata, e André Garrido, fundador da VaideBus, explicam como o aplicativo passou a ocupar um papel estratégico na mobilidade urbana. Atendimento, cadastro, bloqueio de cartão, consulta de informações e novos serviços passam a estar disponíveis em um ambiente que o usuário já conhece e utiliza diariamente.

    Um dos destaques é Vitória, agente de inteligência artificial criada para organizar e conduzir a jornada do passageiro dentro do WhatsApp. A solução mostra como a tecnologia conversacional pode reduzir barreiras, facilitar processos e transformar o atendimento em uma experiência mais fluida.

    Mais do que digitalizar serviços, a proposta é aproximar o sistema de transporte do comportamento atual das pessoas. Em vez de obrigar o passageiro a buscar canais complexos ou pouco intuitivos, o serviço chega até ele por meio de uma ferramenta simples, direta e popular.

    Passageiro como cliente: a nova lógica da mobilidade

    A discussão traz um ponto central para o futuro do transporte público: o passageiro precisa ser tratado como cliente. Isso significa oferecer informação clara, canais eficientes, soluções rápidas e uma experiência compatível com o padrão de facilidade que as pessoas já encontram em outros serviços digitais.

    A lógica da operação continua essencial, mas já não basta. O transporte público precisa entregar previsibilidade, confiança e conveniência. A tecnologia, nesse contexto, deixa de ser apenas uma ferramenta de bastidor e passa a ser parte da experiência cotidiana do usuário.

    Essa mudança conversa diretamente com o editorial de Alexandre Pelegi, que analisa como as novas gerações, acostumadas a resolver tudo em poucos cliques, estão elevando o nível de expectativa sobre os serviços públicos e privados. Para atrair e recuperar passageiros, o setor precisa entender essa nova lógica da experiência.

    Manaus lança Mobilidade 360 e mira integração de modais

    Outro destaque do episódio é Manaus, que quer se posicionar como referência em mobilidade urbana com tecnologia, integração e sustentabilidade. O Sinetram, sindicato das empresas de transporte de passageiros do Amazonas, lançou o Projeto Mobilidade 360, uma iniciativa que reúne operadores, poder público e sociedade civil em torno de uma agenda comum para transformar o transporte da capital amazonense.

    O presidente do Sinetram, César Tadeu Teixeira, explica que o projeto busca integrar diferentes modais, incluindo o transporte aquaviário, reduzir congestionamentos e ampliar o uso do cartão Passa Fácil. Em uma cidade marcada por características geográficas próprias e desafios urbanos complexos, pensar a mobilidade de forma integrada é uma necessidade estratégica.

    O superintendente Diogo Feuser detalha o conceito de MaaS, sigla para Mobility as a Service, ou mobilidade como serviço. A ideia é conectar soluções, facilitar deslocamentos e colocar o usuário no centro do sistema, com mais informação, praticidade e eficiência.

    A proposta também reforça a importância da comunicação direta com o passageiro. Não basta criar soluções: é preciso fazer com que a população entenda, acesse e utilize esses recursos no dia a dia.

    Lat.Bus 2026 coloca Marco Legal e tendências no centro do debate

    O episódio também antecipa temas que estarão em evidência na Lat.Bus 2026, evento que reunirá feira, seminários e debates sobre o futuro do transporte. Márcia Pinna apresenta as novidades da edição, enquanto Francisco Christovam, presidente da NTU, destaca que o seminário será guiado pelo Marco Legal do Transporte Público.

    Entre os assuntos em pauta estão operação, tecnologia, financiamento, infraestrutura e os caminhos para tornar o transporte coletivo mais sustentável e eficiente. O debate reforça que a modernização do setor depende não apenas de inovação tecnológica, mas também de modelos regulatórios e econômicos capazes de sustentar essa transformação.

    Contratos, inovação e o caso do BRT ABC

    Na análise de Adamo Bazani, o episódio aborda como novos modelos de concessão podem acompanhar melhor a velocidade das inovações. O exemplo do BRT ABC mostra um conjunto de tecnologias em teste ou implementação, como portas de plataforma, ITS, bilhetagem com reconhecimento facial, QR Code e pagamento por aproximação.

    O caso chama atenção porque envolve também o modelo de relicitação adotado no sistema, acompanhado de perto por diferentes regiões do país. Para Adamo, a capacidade de atualizar contratos e incorporar novas tecnologias será cada vez mais decisiva para a qualidade do transporte público.

    ABRATI destaca qualificação e alcance do transporte rodoviário

    No quadro ABRATI News, Leticia Pineschi, diretora executiva da entidade, fala sobre a importância da qualificação das empresas e da elevação da régua de qualidade no transporte rodoviário de passageiros.

    Ela também comenta o volume anual de passageiros transportados e os fatores que influenciam a demanda, como clima, feriados e sazonalidades. O tema reforça que o transporte rodoviário segue como parte essencial da mobilidade nacional e precisa acompanhar as novas exigências de serviço, segurança e experiência do usuário.

    Tecnologia só faz sentido quando melhora a vida das pessoas

    O episódio 151 mostra que a mobilidade está entrando em uma fase em que tecnologia, atendimento e integração caminham juntos. O uso do WhatsApp com inteligência artificial pela Prodata e VaideBus, o projeto Mobilidade 360 em Manaus, os debates da Lat.Bus 2026 e os novos modelos de concessão apontam para um mesmo caminho: colocar o passageiro no centro das decisões.

    A inovação no transporte não pode ser apenas discurso. Ela precisa aparecer na prática, no tempo de espera menor, na informação mais clara, no pagamento mais simples, no atendimento mais eficiente e na integração entre diferentes formas de deslocamento.

    Quando o passageiro passa a ser tratado como cliente, o transporte público ganha uma nova oportunidade de reconquistar confiança, ampliar demanda e se tornar mais competitivo na vida urbana.

    A pergunta que fica é: o setor está pronto para transformar tecnologia em experiência real para quem usa o transporte todos os dias?

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    Prodata e VaideBus no WhatsApp

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    Prodata e VaideBus ampliam serviços pelo WhatsApp com IA

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    Prodata e VaideBus usam WhatsApp com IA para melhorar atendimento, recarga e serviços ao passageiro no transporte público.

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  • Elas no Transporte mira empregabilidade feminina no episódio 150 do Podcast do Transporte

    Elas no Transporte mira empregabilidade feminina no episódio 150 do Podcast do Transporte

    O episódio 150 do Podcast do Transporte destaca a segunda edição do movimento Elas no Transporte, iniciativa que reuniu lideranças femininas de todo o país e vem se consolidando como uma rede de transformação para o setor de mobilidade, transporte e logística.

    Mais do que um encontro, o projeto ganhou força como plataforma de diálogo, articulação e ação prática dentro das empresas. A proposta é ampliar a presença feminina em cargos de liderança, áreas técnicas, garagens, oficinas, operações e espaços de decisão, mostrando que a diversidade também é um caminho para melhorar a gestão e a inovação no transporte.

    Liderança feminina que transforma o setor

    Durante o episódio, Luciana Herszkowicz, cofundadora do Elas no Transporte, explica como o movimento nasceu e por que tem despertado interesse em diferentes regiões do Brasil. Criado por Luciana e por Niege Chaves, o projeto reúne executivas, empresárias, gestoras, especialistas e profissionais que atuam em várias frentes da mobilidade.

    Segundo Luciana, o conteúdo gerado nos encontros não fica restrito ao palco. As discussões começam a se transformar em ações dentro das empresas, influenciando contratações, políticas internas, cultura organizacional e novas oportunidades para mulheres no setor.

    O crescimento do movimento também já aparece na demanda de outras cidades interessadas em receber novas edições. A agenda inclui cursos, jantares, encontros estratégicos e até uma comitiva ao SXSW, no Texas, em 2027, reforçando a proposta de conectar o transporte brasileiro a debates globais sobre inovação, liderança e diversidade.

    Technibus 35 anos: a história viva do transporte de passageiros

    O episódio também celebra os 35 anos da revista Technibus, uma das principais referências editoriais do transporte de passageiros no Brasil.

    A editora Márcia Pinna conversa com Marcelo Fontana, fundador da publicação, que relembra a criação da revista, os principais furos jornalísticos, a evolução para o ambiente digital e o papel da OTM Editora na construção de um acervo histórico sobre mobilidade urbana, transporte rodoviário e ônibus no país.

    Ao longo de mais de três décadas, a Technibus acompanhou mudanças profundas no setor, como a modernização das frotas, a evolução tecnológica dos veículos, os debates sobre financiamento, a transformação dos sistemas urbanos e a chegada de novos modelos de gestão.

    Lat.Bus 2026 antecipa novidades em carrocerias

    No momento Lat.Bus, Ruben Bisi, presidente da FABUS, antecipa expectativas para a edição de 2026 da feira, que será realizada em São Paulo, no mês de agosto.

    O encontro deve reunir fabricantes, operadores, entidades e especialistas para apresentar lançamentos, tendências e novas tecnologias aplicadas ao transporte de passageiros. Entre os temas em destaque estão carrocerias, tração, motorização, design, eficiência operacional e soluções voltadas ao futuro da mobilidade.

    A Lat.Bus segue como uma das principais vitrines do setor, especialmente para acompanhar os movimentos das encarroçadoras brasileiras e os caminhos da indústria diante das novas demandas de sustentabilidade, conforto e inovação.

    De onde virá o dinheiro das tarifas?

    No quadro com Adamo Bazani, o episódio traz uma conversa direta do evento dos operadores em Recife com Francisco Christovam, diretor-presidente da NTU.

    O tema central é uma das grandes questões do transporte público brasileiro: de onde virá o dinheiro para financiar as tarifas?

    A entrevista aborda novas possibilidades abertas pelo Marco Regulatório, incluindo discussões sobre vale-transporte, gratuidades, responsabilidades do poder público e alternativas para garantir a sustentabilidade econômica dos sistemas.

    O debate reforça que o financiamento do transporte coletivo não pode depender apenas do passageiro pagante. Para manter qualidade, regularidade e equilíbrio financeiro, o setor precisa discutir novas fontes de custeio e modelos mais justos de repartição de responsabilidades.

    Abrati News: junho chega com aumento de viagens

    No Abrati News, a chegada de Corpus Christi e das festas juninas movimenta o transporte rodoviário interestadual.

    A ABRATI projeta aumento de quase 15% no fluxo de viagens durante o período e reforça orientações importantes para os passageiros: comprar passagens com antecedência, evitar ônibus clandestinos, conferir a documentação das crianças e planejar o deslocamento com calma.

    A entidade também alerta para a importância de escolher empresas autorizadas, garantindo mais segurança, conforto e previsibilidade durante as viagens. Com o avanço das festas juninas em várias regiões do país, a expectativa é de maior demanda nos terminais e rodovias.

    Rodovias Seguras Para Todas

    No editorial, Alexandre Pelegi reflete sobre a presença feminina no transporte após participar do evento Mulheres no Transporte.

    Ele apresenta o programa Rodovias Seguras Para Todas, iniciativa idealizada para ampliar o debate sobre segurança, representatividade e participação das mulheres no setor.

    Pelegi destaca que a baixa presença feminina ao volante, nas garagens, oficinas, áreas técnicas e cargos de operação representa um desperdício de talento. Para ele, ampliar a participação das mulheres não é apenas uma pauta de inclusão, mas também uma necessidade estratégica para melhorar o transporte brasileiro.

    Um setor em transformação

    O episódio 150 do Podcast do Transporte mostra que o setor vive um momento de mudanças importantes. A presença feminina, o financiamento do transporte, a preservação da memória editorial, a inovação industrial e a segurança nas rodovias aparecem como temas conectados por um mesmo desafio: construir uma mobilidade mais eficiente, diversa, segura e sustentável.

    O movimento Elas no Transporte simboliza essa transformação ao mostrar que liderança feminina, empregabilidade e inovação caminham juntas. Ao dar voz a mulheres que já fazem a diferença no setor, o projeto amplia caminhos para que novas profissionais ocupem espaços de decisão e ajudem a desenhar o futuro do transporte no Brasil.

    Ouça o episódio 150 do Podcast do Transporte e acompanhe as principais conversas sobre mobilidade, transporte público, ônibus, rodovias, inovação e liderança feminina no setor.

  • Em Londres ou na Bélgica, objetivo é sempre melhorar a experiência do transporte

    Em Londres ou na Bélgica, objetivo é sempre melhorar a experiência do transporte

    O transporte público de qualidade não surge por acaso. Ele é resultado de decisões consistentes, investimentos de longo prazo e uma visão clara sobre o papel da mobilidade nas cidades. No novo episódio do Podcast do Transporte, duas viagens internacionais — à Bélgica e a Londres — ajudam a entender como tecnologia, identidade e estratégia moldam sistemas que, apesar de imperfeitos, funcionam.

    Entre entrevistas exclusivas, análises de mercado e reflexões sobre políticas públicas, o episódio conecta experiências globais com desafios brasileiros, mostrando que o caminho para melhorar o transporte passa menos por soluções imediatistas e mais por continuidade.


    PRODATA: da Bélgica e Brasil para o mundo

    A história da Prodata começa nos anos 1970, quando o engenheiro belga Franky Carbonez decidiu enfrentar gigantes da tecnologia para transformar a forma como sistemas de bilhetagem funcionavam.

    Décadas depois, a empresa se consolidou como uma referência global no setor. Em visita à sede da companhia em Zaventem, o jornalista Alexandre Pelegi explorou como a Prodata construiu sua expansão internacional e por que a aquisição da MaisMobi faz parte de uma estratégia mais ampla.

    A lógica é clara: integrar mercados, ampliar soluções e antecipar tendências. Em um setor cada vez mais digital, a bilhetagem deixou de ser apenas um meio de cobrança e passou a ser parte central da experiência do usuário.


    LONDRES: o orgulho pelo transporte público

    Poucas cidades no mundo têm uma relação tão intensa com seu transporte público quanto Londres. Mesmo com críticas frequentes, existe um sentimento coletivo de pertencimento em relação ao sistema operado pela Transport for London.

    Na entrevista com Matt Brown, diretor de Comunicação da entidade, surge uma questão intrigante: por que os londrinos defendem o transporte público mesmo quando reclamam dele?

    Parte da resposta está na identidade. O sistema não é visto apenas como um serviço, mas como um elemento essencial da cidade. A participação do vice-presidente da ANTP, Claudio de Senna Frederico, aprofunda o debate ao abordar a disputa emocional entre transporte coletivo e carro particular — um dilema presente também no Brasil.


    BIOMETANO: aposta da Scania para 2027

    A transição energética no transporte coletivo avança, e o biometano aparece como uma alternativa promissora. A Scania projeta crescimento significativo dessa tecnologia nos próximos anos.

    Segundo análises apresentadas por Márcia Pinna e explicações de Alex Nucci, cidades como São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro já aceleram a adoção. A expectativa é que 2026 seja um período de preparação, com 2027 marcando uma expansão mais robusta do mercado.

    A aposta no biometano combina redução de emissões com viabilidade operacional — um fator decisivo para sistemas urbanos que precisam equilibrar sustentabilidade e custo.


    CAMINHO DA ESCOLA: o edital que mexe com o mercado

    O relançamento do programa Caminho da Escola traz impacto direto para a indústria de ônibus no Brasil. O novo edital prevê a aquisição de 7.470 veículos, reacendendo a movimentação no setor.

    O jornalista Adamo Bazani destaca mudanças técnicas, prazos apertados e efeitos imediatos no mercado, incluindo reflexos nas ações da Marcopolo.

    Mais do que números, o programa representa uma das maiores iniciativas de renovação de frota escolar do país — e um teste importante para a capacidade de resposta da indústria.


    ABRATI News: o clandestino que migrou para a internet

    O transporte clandestino ganhou uma nova forma. Deixou as rodoviárias e passou a operar em aplicativos e redes sociais, muitas vezes com perfis falsos.

    O alerta vem de Leticia Pineschi, da ABRATI, que aponta o aumento dos riscos para passageiros e a dificuldade de fiscalização.

    A digitalização, nesse caso, não trouxe apenas eficiência — também ampliou desafios regulatórios e de segurança, exigindo respostas mais rápidas das autoridades.


    Editorial – Londres e o que o Brasil ainda não faz

    A visita à sede da Transport for London inspira uma reflexão inevitável: o que diferencia sistemas que funcionam daqueles que permanecem travados?

    A resposta não está em soluções rápidas. Londres mostra que consistência, segurança e decisões difíceis, mantidas ao longo do tempo, são os pilares de um transporte eficiente.

    Políticas públicas que sobrevivem a governos, planejamento contínuo e foco na experiência do usuário formam a base de um sistema confiável. É uma lição direta para o Brasil, onde avanços muitas vezes se perdem na descontinuidade.

    No fim, seja em Zaventem ou em Londres, o objetivo é o mesmo: melhorar a experiência de quem depende do transporte todos os dias. A diferença está em como — e por quanto tempo — se sustenta esse compromisso.

  • Transport Ticketing Global: Brasil se destaca na maior feira de bilhetagem do mundo

    Transport Ticketing Global: Brasil se destaca na maior feira de bilhetagem do mundo

    O Brasil ganhou protagonismo na mais recente edição da Transport Ticketing Global, realizada em Londres, consolidando-se como um dos países mais dinâmicos na evolução tecnológica da mobilidade urbana. A cobertura especial apresentada por Alexandre Pelegi no Podcast do Transporte revelou não apenas uma premiação inédita para o país, mas também uma série de cases nacionais que chamaram a atenção do mercado global.

    O evento, considerado o principal ponto de encontro mundial do setor de bilhetagem eletrônica, evidenciou uma tendência clara: a digitalização acelerada dos sistemas e a busca por integração total entre modais. Nesse cenário, o Brasil deixou de ser apenas observador e passou a ocupar posição de destaque, tanto pela inovação quanto pela escala de suas operações.


    Portugal avança para bilhetagem unificada

    Enquanto isso, a Europa segue avançando em integração. Portugal se prepara para implementar um sistema de bilhetagem unificada em todo o território nacional, inspirado nos modelos já consolidados em Lisboa e Porto, onde um único cartão permite o acesso a diferentes meios de transporte.

    Segundo Nuno Neves de Souza, a iniciativa tem forte alinhamento com metas de descarbonização e conta com apoio da União Europeia. A proposta reforça uma tendência global: simplificar a experiência do usuário e incentivar o transporte coletivo por meio da integração tarifária e operacional.


    Dinamarca moderniza sistema com novos validadores

    No norte da Europa, a Rejsekort avança na modernização de sua infraestrutura com a implantação do Basis Card, validador físico desenvolvido pela Prodata. A solução substitui equipamentos antigos e mantém uma alternativa acessível para usuários que não utilizam smartphones.

    A migração já atende cerca de 70% dos passageiros e deve ser concluída em breve, em um sistema que movimenta mais de 400 mil viagens diárias. A inovação também despertou interesse internacional: representantes da Noruega acompanharam demonstrações da tecnologia durante a feira em Londres.


    Autopass leva prêmio internacional com o Jaé

    O grande momento brasileiro no evento veio com a vitória da Autopass no Transport Ticketing Awards. O sistema JAÉ, implantado no Rio de Janeiro, conquistou a categoria de Bilhetagem Integrada Regional — um feito inédito para uma empresa totalmente nacional.

    Baseado no modelo Account-Based Ticketing (ABT), o JAÉ se destaca pela digitalização e flexibilidade, permitindo que o usuário utilize diferentes meios de pagamento sem depender exclusivamente de cartões físicos. A conquista coloca o Brasil definitivamente no mapa da inovação global em mobilidade.


    Rio de Janeiro busca interoperabilidade

    Apesar dos avanços, desafios persistem. A Prefeitura do Rio reconhece que a interoperabilidade entre sistemas ainda é o principal obstáculo. Hoje, o uso de mais de um cartão para diferentes modais gera desconforto para os passageiros.

    De acordo com o subsecretário Lauro Silvestre, a integração metropolitana é o próximo passo essencial. Já o CEO da Autopass, Bruno Berezin, afirma que a tecnologia necessária já está disponível — faltam decisões institucionais e investimentos para viabilizar a conexão entre sistemas.


    Comil aposta no fretamento com novos modelos

    No setor de transporte rodoviário, a Comil apresentou novos veículos voltados ao fretamento em evento realizado em Erechim. A estratégia reforça a aposta em um segmento que cresce com a demanda por soluções corporativas e transporte sob demanda.

    Segundo o diretor Thiago Zanetti, mais de 200 unidades já haviam sido comercializadas antes mesmo do lançamento oficial. O presidente Deoclécio Corradi também relembrou a trajetória da empresa, destacando a aquisição feita de forma quase acidental anos atrás — hoje consolidada como um case de sucesso industrial.


    Editorial: o transporte público precisa se reinventar

    Na análise editorial, Alexandre Pelegi aponta um cenário preocupante: o transporte público perdeu protagonismo na mobilidade urbana brasileira, enquanto carros e motocicletas avançam rapidamente.

    Para reverter essa tendência, não basta recuperar modelos do passado. É necessário reinventar o sistema com foco em qualidade, integração e inteligência operacional. O passageiro atual exige conveniência, previsibilidade e experiência digital — fatores que já moldam os sistemas mais avançados do mundo.

    O futuro da mobilidade, portanto, passa por inovação contínua, decisões estratégicas e uma mudança de mentalidade: mais do que transportar pessoas, é preciso disputar sua preferência.


    🎧 Novos episódios do Podcast do Transporte são publicados toda quarta-feira no Spotify e nas principais plataformas.

  • Reforma tributária acende alerta no transporte de passageiros

    Reforma tributária acende alerta no transporte de passageiros

    NTU e ABRATI acompanham regulamentação e apontam riscos e oportunidades para o setor

    A reforma tributária brasileira entra em uma fase decisiva de regulamentação e já mobiliza o setor de transporte de passageiros. Entidades representativas como a NTU e a ABRATI estão atentas aos desdobramentos para garantir que o novo sistema preserve a sustentabilidade dos serviços urbanos e rodoviários, mantendo equilíbrio concorrencial, transparência e segurança jurídica para empresas e usuários.

    NTU: isenção sem crédito compromete a neutralidade

    Segundo Marcos Bicalho, diretor de Gestão da NTU, o modelo atual previsto na reforma traz um ponto crítico: embora o transporte urbano seja isento de IBS e CBS, as empresas não poderão recuperar créditos dos tributos embutidos em insumos essenciais, como veículos, pneus e diesel.

    Na prática, isso quebra o princípio de neutralidade tributária — um dos pilares da reforma — e pode gerar distorções relevantes no setor. A NTU busca uma solução administrativa junto ao Ministério da Fazenda, mas não descarta levar a discussão ao Congresso Nacional ou até ao Judiciário, caso necessário.

    Vale-Transporte: benefício fiscal precisa ser preservado

    Outro ponto de atenção levantado pela NTU é o futuro do Vale-Transporte. Atualmente, empresas que adquirem o benefício podem se creditar de PIS/Cofins, o que incentiva o uso formal do sistema.

    A entidade defende que essa lógica seja mantida no novo modelo com IBS e CBS. Sem essa preservação, há risco de aumento de práticas irregulares, como o pagamento em dinheiro, o que enfraquece o sistema e reduz a transparência.

    ABRATI: mais transparência e combate ao clandestino

    A ABRATI, representada pela tributarista Angélica Lopes, avalia que a reforma pode trazer avanços importantes. Um deles é a maior transparência, já que os tributos IBS e CBS serão destacados “por fora” da tarifa, permitindo melhor compreensão dos custos.

    Outro ponto positivo é a digitalização do sistema tributário, que tende a dificultar a atuação de operadores clandestinos e fortalecer empresas que atuam dentro da legalidade. Ainda assim, a entidade reforça a necessidade de garantir neutralidade na carga tributária e orienta as empresas a se prepararem para o período de transição, que se estende até 2027.

    Tarifa zero e impacto no orçamento das famílias

    A especialista Márcia Pinna destaca dados relevantes sobre o peso do transporte no orçamento familiar. Pesquisa realizada no Distrito Federal indica que famílias de baixa renda comprometem entre 25% e 37% da renda com deslocamento.

    O programa Vai de Graça, que registrou aumento de até 70% no número de passageiros em domingos e feriados, evidencia que a redução ou eliminação da tarifa amplia o acesso à mobilidade e reduz desigualdades — desde que acompanhada por oferta adequada de cobertura, frequência e qualidade.

    Plano do Clima: metas ambientais e inovação

    No campo ambiental, o Plano do Clima Brasileiro 2035 estabelece metas ambiciosas para o transporte de passageiros. Entre as diretrizes estão:

    • Prioridade para sistemas sobre trilhos
    • Expansão de corredores de alta capacidade
    • Adoção de tecnologias limpas

    Um dos destaques é o retrofit ecológico, que permite a conversão de ônibus a diesel em veículos elétricos — alternativa considerada viável para acelerar a transição energética. A meta é reduzir em 42% as emissões do setor até 2035.

    Tendências globais: bilhetagem e mobilidade inteligente

    Direto de Londres, Alexandre Pelegi traz insights da Transport Ticketing Global 2026, um dos principais eventos mundiais do setor. Entre as tendências destacadas estão:

    • Uso crescente de inteligência artificial
    • Pagamentos em modelo Open Loop
    • Bilhetagem baseada em conta (ABT)
    • Integração por dados abertos

    Essas inovações estão redesenhando a forma como bilhões de passageiros acessam e pagam pelo transporte, promovendo maior integração entre modais e eficiência operacional. Empresas brasileiras já acompanham de perto essas transformações.


    Ouça agora

    O podcast é uma iniciativa do Diário do Transporte em parceria com a Technibus/OTM Editora e a ANTP, com produção da Toda Onda, direção de Luiz Henrique Romagnoli e edição geral de Alexandre Pelegi.

  • Recuperar passageiros é mais sustentável que eletrificar a frota do país, diz Semove

    Recuperar passageiros é mais sustentável que eletrificar a frota do país, diz Semove

    O novo episódio do Podcast do Transporte coloca no centro do debate um ponto crucial para o futuro da mobilidade urbana: descarbonizar é importante, mas recuperar passageiros pode ser ainda mais estratégico. A afirmação é de Richele Cabral, diretora da Semove, que apresentou dados contundentes sobre o impacto da perda de demanda no Estado do Rio de Janeiro.

    Recuperar passageiros no RJ = eletrificar toda a frota do Brasil

    Durante debates sobre descarbonização promovidos pelo Detro, Richele revelou um dado emblemático: se o Rio de Janeiro recuperasse a demanda perdida no transporte intermunicipal, o impacto ambiental seria equivalente à eletrificação de toda a frota de ônibus do país.

    A mensagem é direta: sustentabilidade começa com eficiência operacional. Não basta trocar o combustível se o sistema continuar perdendo usuários. Como ela resume, ônibus elétrico parado no congestionamento “não resolve nada”.

    O que o passageiro realmente quer? Tempo de viagem

    Estudos da NTU e da COPPE/UFRJ mostram que, embora a descarbonização seja relevante, ela não aparece entre as cinco principais prioridades do usuário. O fator decisivo para quem abandonou o ônibus é o tempo de deslocamento.

    As pesquisas indicam ainda que 70% dos usuários de motocicleta voltariam ao transporte coletivo se a viagem fosse mais rápida. O dado reforça a importância de políticas como faixas exclusivas, corredores estruturados e prioridade semafórica — medidas que tornam o ônibus competitivo frente ao transporte individual.

    Rio perdeu metade dos passageiros em 10 anos

    O sistema intermunicipal do Rio de Janeiro encolheu cerca de 50% na última década. A queda na demanda foi acompanhada pela redução proporcional da frota, da oferta e da quilometragem, gerando um ciclo de deterioração do serviço.

    O resultado foi uma migração consistente para carro, moto e aplicativos de transporte — alternativas mais poluentes, menos eficientes do ponto de vista coletivo e que ampliam congestionamentos e emissões.

    Faixas exclusivas enfrentam resistência — mas beneficiam mais gente

    Segundo Richele, a resistência às faixas exclusivas parte, em grande medida, de quem não utiliza o transporte coletivo, mas exerce forte influência na opinião pública. O argumento central é simples: um ônibus transporta entre 40 e 50 pessoas, enquanto um carro leva, em média, uma ou duas.

    Garantir prioridade ao ônibus significa beneficiar um número muito maior de cidadãos com o mesmo espaço viário. Superar esse preconceito é passo fundamental para tornar a mobilidade urbana mais eficiente e sustentável.

    Indústria avança em múltiplas tecnologias

    No episódio, Márcia Pinna, da Technibus, entrevista Ricardo Portolan, diretor da Marcopolo. Ele confirma que a indústria nacional amplia seu portfólio de tecnologias sustentáveis.

    Em 2026 começam as entregas dos primeiros ônibus a biometano. Modelos híbridos elétrico-etanol entram em operação assistida, enquanto projetos com hidrogênio seguem em desenvolvimento. Para Portolan, o caminho não é apostar em uma única solução energética, mas diversificar.

    ABC paulista mostra que ouvir o passageiro funciona

    O jornalista Adamo Bazani apresenta o case do Circular da Saúde, em Santo André, no ABC paulista. A linha foi criada a partir de dados de bilhetagem, pedidos da população e roteirização inteligente.

    O serviço aplica conceitos de transporte sob demanda dentro do sistema regular e alcançou 91% de aprovação, segundo o Instituto Paraná Pesquisas. O resultado é aumento contínuo da demanda e uma lição objetiva: para atrair passageiros, é preciso atender às suas necessidades reais.

    Abrati News

    A ANTT vai atualizar as normas do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), alinhando-as à legislação vigente, com diretrizes sobre tempo de espera, atendimento humano, acessibilidade e tratamento das demandas.

    A consulta pública já está aberta, e a sessão híbrida — presencial e online — acontece no dia 3 de março, em Brasília.

    Depoimento LatBus – Nansen

    O episódio traz ainda o depoimento de Denner Andrade, gerente de contas da Nansen, que confirmou a presença da empresa na LatBus 2026. Segundo ele, o evento é estratégico para o setor e reunirá as principais empresas do mercado.


    🎧 Ouça agora o Podcast do Transporte e entenda por que recuperar passageiros pode ser a medida mais sustentável — econômica, ambiental e socialmente — para o futuro da mobilidade urbana no Brasil.

  • Marco Regulatório da Mobilidade Urbana avança no Congresso

    Marco Regulatório da Mobilidade Urbana avança no Congresso

    O Episódio 133 do Podcast do Transporte entra nos bastidores das articulações em curso no Congresso Nacional para destravar o Marco Regulatório da Mobilidade Urbana e ampliar os recursos destinados ao custeio do transporte público nas cidades brasileiras.

    Alexandre Pelegi conduz as conversas com João Lucas Albuquerque Oliveira, gerente de Mobilidade Urbana da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), e Ronan Araujo Bento de Castro, analista legislativo, que detalham os próximos passos no Legislativo e os desafios para garantir que os recursos cheguem aos municípios com regras claras, transparência e sem distorções.

    Urgência nas votações e novas fontes de financiamento

    Um pedido de urgência para a tramitação do Marco Regulatório, já apresentado pelas principais entidades ligadas ao transporte público, aguarda avaliação das lideranças partidárias. Caso aprovado, o texto poderá seguir diretamente para votação em plenário, acelerando uma pauta considerada estratégica para os municípios.

    Segundo João Lucas e Ronan Castro, cresce entre os deputados a percepção da importância política e da visibilidade eleitoral do apoio ao transporte público. Esse movimento já se reflete no uso de emendas parlamentares voltadas ao custeio direto da mobilidade urbana, algo antes pouco explorado.

    Os especialistas destacam, porém, que os municípios estão atentos à necessidade de regras claras, mecanismos de fiscalização e sistemas de dados confiáveis, para evitar mau uso dos recursos. Como referência, citam os modelos consolidados da saúde e da educação, que contam com estruturas nacionais de monitoramento como o SUS e o INEP.

    Nesse contexto, ganha relevância o Indicador de Financiamento e Equidade Municipal (IFEM), lançado no fim do ano passado, que expõe distorções significativas na distribuição atual do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e pode servir de base técnica para decisões mais justas no financiamento da mobilidade.

    Trem Intercidades: São Paulo–Campinas mais perto dos trilhos

    O episódio também traz atualizações sobre o Trem Intercidades (TIC), que ligará São Paulo a Campinas. Márcia Pinna, da Technibus, adianta que as obras estão previstas para começar em maio de 2026.

    Já o CEO da TIC Trens, Pedro Moro, detalha os avanços no trecho Jundiaí–Campinas e os desafios técnicos envolvidos na compatibilização da operação de passageiros com a malha de cargas da MRS Logística, um dos pontos mais sensíveis do projeto.

    Grupo Comporte amplia atuação além dos transportes

    Outro destaque do episódio é a expansão do Grupo Comporte, controlado pela família Constantino Oliveira. Adamo Bazani analisa como o conglomerado, que já opera mais de 7 mil ônibus e avança no setor metroferroviário, diversifica agora seus investimentos para além da mobilidade.

    A novidade é a entrada no setor de energia renovável, com participação em projetos eólicos no Rio Grande do Sul, reforçando uma estratégia de diversificação e sustentabilidade de longo prazo.

    Abrati News: Carnaval aquece as viagens rodoviárias

    No quadro Abrati News, Letícia Pineschi, conselheira da Abrati, projeta um crescimento de 15% nas viagens rodoviárias durante o carnaval em comparação com o ano passado.

    Janeiro já registrou 4,5 milhões de passageiros em ônibus interestaduais, e fevereiro deve acrescentar mais 3,5 milhões ao total. A entidade reforça o alerta: evitar o transporte clandestino e comprar passagens sempre por canais oficiais, garantindo segurança e direitos ao passageiro.

    Editorial: recursos precisam de rota clara

    No editorial do episódio, Alexandre Pelegi chama atenção para o debate sobre a faixa azul para motociclistas. Ele ressalta que a medida, isoladamente, não resolve o aumento dos acidentes, frequentemente associados ao excesso de velocidade, falta de fiscalização e pressão por tempo.

    A faixa azul surgiu para organizar um espaço que já era usado informalmente por motociclistas entre os carros, trazendo mais visibilidade e previsibilidade e reduzindo conflitos laterais. No entanto, o crescimento das entregas por aplicativo e do mototáxi intensifica a urgência e incentiva comportamentos de risco.

    Por isso, a faixa azul precisa estar integrada a políticas mais amplas, que envolvam educação no trânsito, gestão de velocidades e regulação das plataformas digitais.


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    O Podcast do Transporte é uma produção do Diário do Transporte, da OTM Technibus e da ANTP, com produção da Toda Onda.

  • Exclusivo: Prodata e Mais Mobi anunciam aliança inédita no Podcast do Transporte

    Exclusivo: Prodata e Mais Mobi anunciam aliança inédita no Podcast do Transporte

    O Podcast do Transporte foi o palco escolhido para uma revelação histórica no setor de mobilidade urbana. As gigantes Prodata e Mais Mobi anunciaram, com exclusividade, uma aliança estratégica inédita que promete transformar a comunicação entre operadoras e passageiros em todo o país.

    A parceria une tecnologia de ponta, atendimento direto e benefícios voltados à experiência do usuário, elevando o passageiro ao patamar de cliente conectado e valorizado. É o início de uma nova era para o transporte público brasileiro — mais integrada, inteligente e próxima das pessoas.

    “Estamos somando expertises para entregar soluções completas, capazes de conectar dados, operação e usuário em tempo real”, afirma João Ronco, representante da Prodata.
    “Nosso objetivo é simplificar a jornada do passageiro e fortalecer o relacionamento das operadoras com quem mais importa: o cidadão”, complementa Armando Guerra Jr., da Mais Mobi.

    A conversa, mediada por Alexandre Pelegi, mergulha nos bastidores dessa união estratégica e antecipa as inovações que devem marcar o futuro da mobilidade conectada — um modelo em que informação, integração e experiência fluem em harmonia.

    🎙️ Entrevista: João Ronco (Prodata) e Armando Guerra Jr. (Mais Mobi / Semove)
    🗣️ Apresentação: Alexandre Pelegi

    🔗 Ouça agora e descubra o futuro da mobilidade conectada:

    🚀 Uma nova era da mobilidade começa aqui

    A aliança entre Prodata e Mais Mobi simboliza um passo decisivo rumo a um ecossistema de transporte mais humano, digital e eficiente. A integração de plataformas e tecnologias amplia o potencial de análise de dados, comunicação e gestão operacional, ao mesmo tempo em que entrega mais conforto, previsibilidade e informação ao passageiro.

    O futuro da mobilidade urbana está mais próximo — e ele começa com conexão, colaboração e propósito.