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  • Tecnologia avança sem esperar votação do Marco Legal

    Tecnologia avança sem esperar votação do Marco Legal

    O Episódio 137 do Podcast do Transporte chegou trazendo os principais acontecimentos do setor de mobilidade urbana, com debates sobre tecnologia, legislação, segurança e sustentabilidade.

    Tecnologia segue avançando sem o Marco Legal

    Mesmo sem a aprovação do Marco Legal do Transporte, empresas de tecnologia continuam investindo e inovando. Para o setor, a legislação ajudará a garantir previsibilidade e segurança para investimentos, mas não é impeditivo para a evolução de soluções de mobilidade.

    Balieiro da Bus2 critica oposição ao Marco Legal

    Gustavo Balieiro, da Bus2, estranha críticas políticas à lei. Ele afirma que o Marco promove eficiência, indicadores de desempenho e mudanças estruturais, e que, após sua aprovação, será essencial para contratos equilibrados e incentivos operacionais no transporte urbano.

    Primova e Cittamobi reforçam inovação contínua

    Manu Cassimiro, diretora da Primova e do Cittamobi, destaca que a tecnologia em mobilidade já evolui há mais de dez anos sem depender da legislação. No entanto, ambientes regulatórios previsíveis permitem planejamento mais seguro e fortalecem os investimentos, como o uso de IA para manutenção de frotas.

    Suspensão no Caminho da Escola afeta produção nacional

    O programa Caminho da Escola suspendeu a compra de 7.470 ônibus escolares, cerca de 30% da produção nacional, segundo o jornalista Adamo Bazani. A medida, motivada por mudanças legislativas e contestações de fabricantes, impacta toda a cadeia produtiva e atrasa a renovação das frotas escolares no país.

    Mascarello lança ônibus 100% elétrico

    A fabricante Mascarello apresentou o Horizon, seu primeiro ônibus totalmente elétrico, equipado com baterias Blade da BYD e chassi BC12. O veículo prioriza materiais leves e manutenção simplificada, reforçando o compromisso da marca com inovação e sustentabilidade, segundo o designer João Paulo de Mello.

    ABRATI alerta para riscos do transporte clandestino

    Letícia Pineschi, conselheira da ABRATI, destacou o aumento de acidentes envolvendo transporte clandestino durante o carnaval. Veículos sem manutenção e motoristas não habilitados representam risco tanto para passageiros quanto para outros usuários das rodovias.

    Superloop de Londres inspira mobilidade periférica em São Paulo

    O jornalista Alexandre Pelegi comparou o Superloop londrino, rede de ônibus expressos periféricos, com a necessidade de ligações estruturadas em São Paulo. Segundo ele, o desafio não é tecnológico, mas de planejamento, governança e visão metropolitana, lembrando que projetos semelhantes já foram propostos pela ANTP décadas atrás.

    O Podcast do Transporte Episódio 137 reforça que inovação, legislação e planejamento urbano são fatores essenciais para transformar a mobilidade e tornar o transporte mais eficiente, seguro e sustentável no Brasil.

    O Podcast do Transporte é um produto do Diário do Transporte em parceria com a Technibus/OTM Editora e a ANTP. Produção da Toda Onda, direção Luiz Henrique Romagnoli. Edição geral Alexandre Pelegi

  • Pix por aproximação nos ônibus de São Paulo revoluciona o pagamento da passagem

    Pix por aproximação nos ônibus de São Paulo revoluciona o pagamento da passagem

    Tecnologia de Prodata e Primova inaugura nova fase da mobilidade digital no transporte paulistano

    O transporte público de São Paulo dá mais um passo decisivo rumo à digitalização. Pagar a passagem de ônibus agora pode ser tão simples quanto encostar o celular no validador. A novidade — o Pix por aproximação — é o grande destaque do episódio 131 do Podcast do Transporte, apresentado por Alexandre Pelegi, que reuniu representantes da Prodata, Primova e Cittamobi para discutir a inovação e seus impactos na mobilidade urbana.

    Pix no ônibus: rápido, simples e sem Bilhete Único

    A possibilidade de pagar a tarifa diretamente com Pix, sem necessidade de Bilhete Único físico, representa um avanço concreto na experiência do passageiro. Turistas, visitantes e usuários ocasionais — que muitas vezes enfrentam dificuldades para adquirir ou recarregar cartões — passam a ter um acesso muito mais simples ao sistema.

    Segundo Roberto Pavan, gerente comercial da Prodata, a tecnologia já está integrada aos validadores mais recentes e pode ser ativada em toda a frota paulistana. O sistema foi pensado para ser escalável, seguro e compatível com a infraestrutura existente.

    Já Paulo Fraga, diretor comercial da Primova, detalha um diferencial importante: o modelo nasce com quatro modalidades de uso — tarifa comum, bilhete diário, semanal e mensal. Isso amplia a flexibilidade para o passageiro e aproxima o transporte público da lógica de consumo digital que já faz parte do dia a dia da população.

    Cittamobi: de aplicativo de horários a plataforma de mobilidade

    Outro destaque do episódio é a evolução do Cittamobi. A diretora de relações institucionais da Primova, Emanuelle Cassimiro, explica como o aplicativo deixou de ser apenas uma ferramenta de consulta de horários e rotas para se tornar uma plataforma completa de mobilidade urbana.

    Hoje, o Cittamobi conecta passageiros, operadores e prefeituras. O app permite o envio de alertas, realização de pesquisas, registro de problemas e até a implementação rápida de políticas públicas. Um exemplo citado foi Sorocaba, onde uma operação de tarifa zero pôde ser configurada em poucos segundos, mostrando o potencial da tecnologia como instrumento de gestão.

    Comunicação: o elo que ainda falta no transporte

    A pesquisadora Ana Carolina Nunes, da iniciativa Cidade a Pé, reforça um ponto essencial: transporte público não é só veículo e tecnologia, é também comunicação. Para ela, o passageiro precisa compreender como o sistema funciona, conhecer seus direitos e saber como participar.

    Essa compreensão melhora contratos, fortalece a fiscalização e contribui para decisões mais eficientes por parte do poder público. Comunicação clara e acessível, segundo a pesquisadora, é parte estrutural de um transporte de qualidade.

    Ônibus velhos em São Paulo: o alerta de Adamo Bazani

    Nem tudo, porém, são boas notícias. O jornalista Adamo Bazani, do Diário do Transporte, traz dados preocupantes: mais de 2.200 ônibus com idade entre 11 e 13 anos ainda circulam na capital paulista, contrariando metas de renovação da frota e promessas de eletrificação.

    A falta de planejamento, infraestrutura inadequada e decisões estratégicas mal executadas seguem atrasando a transição energética do sistema, colocando em risco a eficiência e a sustentabilidade do transporte urbano.

    Santos e seus bondes históricos

    Em contraste, a cidade de Santos surge como exemplo positivo. Márcia Pinna, da Technibus, conta como o município preserva e moderniza seu acervo de bondes históricos — alguns deles já operando com energia solar. A iniciativa transforma o patrimônio histórico em referência nacional de inovação e sustentabilidade.

    Segurança nos terminais

    No quadro Abrati News, Letícia Pineschi aborda o avanço de tecnologias de segurança em grandes terminais rodoviários. Sistemas de câmeras com reconhecimento facial já estão em operação em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, reforçando o monitoramento e a prevenção de crimes em áreas de grande circulação.

    Editorial: o Rio de Janeiro e a transição energética

    O episódio se encerra com um editorial sobre o Fórum de Transição Energética do Detro, no Rio de Janeiro. O debate propõe um novo modelo de licitação no transporte intermunicipal fluminense, substituindo a tradicional outorga financeira por investimento direto em ônibus limpos — uma mudança que pode acelerar a descarbonização do setor.

    A chegada do Pix por aproximação aos ônibus de São Paulo mostra que inovação, quando bem aplicada, melhora a experiência do usuário e fortalece a gestão do transporte. Mas o episódio também deixa claro: tecnologia precisa caminhar junto com planejamento, comunicação e renovação estrutural para que a mobilidade urbana avance de forma consistente e sustentável.