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  • EP 165 — O que México e Chile têm a ensinar sobre eletrificação — e uma experiência de sucesso no Brasil

    EP 165 — O que México e Chile têm a ensinar sobre eletrificação — e uma experiência de sucesso no Brasil

    EP 165 do Podcast do Transporte mostra como Santiago e Cidade do México estruturaram a adoção de ônibus elétricos e apresenta a experiência de uma operadora paulistana que aposta na tecnologia para recuperar passageiros

    A eletrificação do transporte público avança em diferentes ritmos na América Latina, mas as experiências de México, Chile e Brasil mostram que a transição depende de muito mais do que colocar ônibus elétricos nas ruas.

    Infraestrutura de recarga, financiamento, planejamento de longo prazo, manutenção, relação com fornecedores e políticas públicas são alguns dos elementos necessários para que a tecnologia consiga ganhar escala.

    Esses caminhos são apresentados no EP 165 do Podcast do Transporte, que reúne especialistas convidados pela UITP para a LAT.BUS 2026 e mostra experiências de Santiago, Cidade do México e São Paulo.

    O episódio também acompanha novidades apresentadas durante a feira, estudos relacionados à operação do transporte coletivo e uma reflexão sobre a importância de preservar a memória do setor.

    Cidade do México avança com eletrificação do Metrobús

    Na capital mexicana, a introdução dos ônibus elétricos ganhou força a partir de uma decisão política acompanhada pela estruturação do modelo operacional.

    Nicolás Pallares, do Metrobús-México, explica que a eletrificação avançou rapidamente e alcançou cerca de 90 ônibus elétricos.

    O sistema Metrobús possui sete linhas de BRT distribuídas por aproximadamente 175 quilômetros de corredores e opera uma frota próxima de 900 veículos.

    Para Pallares, dois desafios são determinantes para a expansão da tecnologia: a existência de regras governamentais claras para a operação e o acesso a financiamento sustentável.

    A questão financeira ganha importância principalmente porque a eletrificação precisa ser planejada considerando todo o período das concessões.

    Não se trata apenas do investimento inicial nos ônibus. Infraestrutura elétrica, carregadores, manutenção e evolução tecnológica também precisam entrar nessa equação.

    Santiago transforma ônibus elétricos em parte central da operação

    No Chile, Santiago percorreu um caminho ainda mais acelerado.

    Segundo Diego Fuentes, da MetBus, a operação começou em 2017 com apenas dois ônibus elétricos.

    Atualmente, a capital chilena conta com aproximadamente 4.400 veículos elétricos, que representam cerca de 68% da frota de transporte coletivo.

    A MetBus, uma das principais operadoras da cidade, possui aproximadamente 950 ônibus elétricos em circulação.

    O crescimento da frota trouxe também novos aprendizados.

    Entre os resultados destacados por Fuentes está a forte aceitação dos passageiros ao novo padrão de transporte. Mas a experiência chilena também mostrou a importância de uma boa estrutura de pós-venda.

    Quando centenas de veículos elétricos passam a integrar a operação diária, disponibilidade de peças, suporte técnico e capacidade de manutenção tornam-se elementos decisivos para garantir a continuidade do serviço.

    Santiago demonstra, assim, que a eletrificação precisa ser tratada como um sistema completo e não apenas como uma troca de tecnologia veicular.

    Em São Paulo, elétricos ajudam operadora a recuperar passageiros

    O episódio também apresenta uma experiência brasileira.

    A equipe do Podcast do Transporte acompanhou a operação da Auto Bless, em São Paulo, empresa que trabalha com a perspectiva de eletrificar toda a sua frota até o final do ano.

    Valter Bispo, da Auto Bless, explica que um dos principais obstáculos encontrados foi a infraestrutura de energia disponível para atender à operação.

    Para contornar as limitações, a empresa passou a trabalhar com cargas de oportunidade e sistemas BESS — Battery Energy Storage System, capazes de armazenar energia para posterior utilização.

    A solução permite maior flexibilidade para organizar as recargas e reduz a dependência da disponibilidade imediata da rede elétrica.

    Bispo também relata benefícios operacionais, como menor incidência de quebras e maior conforto para os motoristas.

    Mas outro resultado chama atenção.

    Segundo o representante da operadora, aproximadamente 600 mil passageiros retornaram ao transporte coletivo, movimento que a empresa relaciona à melhoria da experiência proporcionada pela nova frota.

    O caso mostra uma dimensão importante da eletrificação: além da redução de emissões e dos ganhos operacionais, ônibus mais silenciosos e confortáveis podem contribuir para melhorar a percepção dos usuários sobre o transporte público.

    LAT.BUS evidencia evolução da indústria brasileira de ônibus

    A indústria também ocupa espaço no EP 165.

    Márcia Pinna, da revista Technibus, apresenta a avaliação da Busscar após a participação na LAT.BUS 2026.

    A fabricante destacou a recepção aos modelos El Buss FT, 325 e 325L, apresentados durante a feira.

    Segundo Pinna, visitantes internacionais também demonstraram interesse pela evolução dos produtos e pelos projetos desenvolvidos pela fabricante.

    A LAT.BUS tornou-se um ambiente importante não apenas para lançamentos, mas para aproximar fabricantes brasileiros de operadores, fornecedores e representantes de diferentes mercados da América Latina.

    Esse intercâmbio ocorre justamente em um momento no qual o ônibus passa por profundas transformações, incorporando novas tecnologias de propulsão, conectividade, sistemas eletrônicos e recursos voltados à eficiência operacional.

    Reputação das empresas também influencia a atração de passageiros

    Tecnologia não é o único fator determinante para o futuro do transporte coletivo.

    Adamo Bazani, do Diário do Transporte, comenta no episódio estudos relacionados à remuneração dos motoristas e à importância da reputação das empresas.

    Em um setor que enfrenta dificuldades para contratar profissionais e recuperar demanda, a percepção construída pelas empresas junto a trabalhadores e passageiros pode ter influência crescente sobre os resultados da operação.

    A discussão reforça que a recuperação do transporte público passa também pela qualidade do serviço e pela relação das operadoras com quem trabalha e utiliza diariamente os sistemas.

    Padrões abertos podem ampliar integração na bilhetagem

    Outro tema abordado é a defesa da UITP por padrões abertos nos sistemas de bilhetagem.

    A interoperabilidade pode permitir maior integração entre diferentes operadores, modais e plataformas de mobilidade.

    Sistemas mais abertos também podem diminuir a dependência de soluções proprietárias e facilitar a incorporação de novas tecnologias ao longo do tempo.

    Em um transporte cada vez mais conectado, a discussão sobre padrões tecnológicos torna-se tão relevante quanto a evolução dos próprios veículos.

    Eletrificação exige planejamento além dos veículos

    México, Chile e Brasil estão em estágios diferentes de eletrificação, mas as experiências apresentadas no EP 165 revelam desafios semelhantes.

    No México, o debate envolve regras claras e financiamento.

    No Chile, a escala alcançada exige uma estrutura sólida de manutenção e pós-venda.

    Em São Paulo, as limitações da infraestrutura levaram à busca por novas formas de armazenamento e gerenciamento da energia.

    Esses exemplos mostram que a transição energética depende de um ecossistema que envolve veículos, energia, carregadores, garagens, baterias, fornecedores, financiamento e planejamento operacional.

    O sucesso da eletrificação está justamente na capacidade de integrar todos esses elementos.

    Preservar a memória para não repetir os mesmos debates

    No editorial do episódio, Alexandre Pelegi propõe uma reflexão sobre a memória do transporte público brasileiro.

    Muitos dos problemas discutidos atualmente pelo setor já faziam parte de debates realizados décadas atrás.

    Financiamento, qualidade do serviço, prioridade ao transporte coletivo e planejamento aparecem repetidamente na história da mobilidade brasileira.

    Recuperar documentos, experiências e discussões do passado pode ajudar novas gerações de profissionais a compreenderem como determinadas questões surgiram e quais soluções já foram experimentadas.

    Preservar essa memória significa evitar que o setor precise começar novamente do zero a cada geração.

    https://open.spotify.com/episode/4Q2aR4lqRokPp3Zb8zB9Qm

    📌 Conteúdo do Diário do Transporte, da OTM Editora e da ANTP.

    Produção: Toda Onda
    Direção: Luiz Henrique Romagnoli
    Edição geral: Alexandre Pelegi

  • EP 164 — Mercedes avalia limites da eletrificação e ClickBus detalha uso de IA na venda de passagens

    EP 164 — Mercedes avalia limites da eletrificação e ClickBus detalha uso de IA na venda de passagens

    Episódio do Podcast do Transporte reúne debates sobre eletrificação, inteligência artificial, novos produtos, reforma tributária e combate ao transporte irregular

    A transformação do transporte de passageiros passa por diferentes frentes — da eletrificação dos ônibus à inteligência artificial, passando por novos modelos de negócios, mudanças tributárias e o combate ao transporte irregular.

    Esses temas estão no centro do EP 164 do Podcast do Transporte, que reúne entrevistas, análises e informações sobre os principais movimentos do setor. A edição foi gravada também no estúdio avançado montado durante a Lat.Bus 2026 e traz como destaques a avaliação da Mercedes-Benz sobre os limites atuais da eletrificação e os avanços da ClickBus no uso de inteligência artificial.

    Mercedes-Benz avalia os desafios da eletrificação

    Em entrevista ao Podcast do Transporte, Walter Barbosa, da Mercedes-Benz, falou sobre o avanço da eletrificação no transporte coletivo e os desafios que ainda precisam ser enfrentados para que a tecnologia avance de forma consistente no mercado brasileiro.

    Um dos destaques é o e-City, modelo apresentado na Lat.Bus com a proposta de ampliar a presença dos ônibus elétricos também em cidades médias e pequenas.

    Para Barbosa, a eletrificação é uma tendência irreversível, mas sua expansão depende de fatores que vão além da tecnologia dos veículos. Entre eles estão a disponibilidade de infraestrutura de recarga e, principalmente, as condições de financiamento necessárias para viabilizar grandes frotas.

    Nesse cenário, a recomendação é evitar uma transição baseada em uma única solução. O caminho passa pelo escalonamento das compras e pela combinação de diferentes tecnologias de propulsão, considerando as características e necessidades de cada operação.

    Inteligência artificial transforma a experiência de compra de passagens

    A tecnologia também está mudando a relação entre passageiros, empresas e operadores.

    No estúdio avançado da Lat.Bus, Elbert Leonardo, da ClickBus, explicou como a empresa vem utilizando inteligência artificial para tornar a jornada de compra de passagens mais simples e eficiente.

    A tecnologia já é aplicada para auxiliar passageiros na escolha de destinos, horários e preços, utilizando dados para oferecer recomendações mais alinhadas ao perfil e à necessidade de cada usuário.

    A ClickBus também apresentou um novo portal voltado aos seus parceiros, reunindo recursos como consulta a cancelamentos, histórico de vendas e previsões de demanda.

    Outro movimento destacado é a oferta de soluções white label, permitindo que parceiros utilizem a tecnologia da plataforma em suas próprias operações, além do atendimento pelo WhatsApp com suporte de inteligência artificial.

    A proposta é utilizar a IA não apenas como ferramenta de atendimento, mas também como instrumento de apoio à tomada de decisão e à gestão das operações.

    Volkswagen Caminhões e Ônibus amplia atuação

    Na cobertura dos lançamentos e novidades do setor, Márcia Pinna apresenta os principais movimentos observados após a Lat.Bus e antecipa novidades que devem ganhar espaço até a Fenatran.

    Entre os destaques está a entrada da Volkswagen Caminhões e Ônibus no segmento de utilitários. A estratégia envolve produção na China e previsão de início das entregas a partir de 2027.

    A empresa também reforçou os resultados obtidos durante a Lat.Bus 2026 e o interesse em segmentos de maior volume, incluindo o transporte de passageiros.

    O movimento mostra como as fabricantes vêm ampliando seus portfólios e buscando novas oportunidades em um mercado marcado por mudanças tecnológicas e pela necessidade de soluções cada vez mais eficientes.

    Reforma tributária pode impactar fabricantes e operadores

    As mudanças provocadas pela reforma tributária também estão no radar do episódio.

    Adamo Bazani analisa os possíveis impactos da substituição das atuais regras de PIS e Cofins pela CBS, especialmente sobre o fluxo de caixa das fabricantes de ônibus e caminhões.

    Ainda existem incertezas relacionadas à alíquota definitiva da CBS, mas o novo sistema poderá produzir mudanças importantes na estrutura de custos e na dinâmica dos créditos tributários.

    No transporte coletivo, os ônibus urbanos terão isenção de IBS e CBS, enquanto o transporte intermunicipal contará com redução de 40%, além da possibilidade de utilização de créditos tributários.

    Para o setor, acompanhar a implementação das novas regras será fundamental para compreender seus efeitos sobre preços, investimentos e planejamento financeiro.

    Abrati alerta para avanço do transporte irregular

    Outro tema de grande preocupação para o setor é o crescimento do transporte clandestino.

    Letícia Pineschi, diretora-geral da Abrati, alerta que o transporte irregular já representa 42,1% das autuações em 2026, contra 25,8% no ano anterior.

    Segundo a entidade, a facilidade de comercialização de viagens pela internet e as limitações tecnológicas enfrentadas pelos órgãos de fiscalização contribuem para o avanço desse tipo de operação.

    A Abrati defende maior integração entre as bases de dados da PRF, ANTT, concessionárias e plataformas digitais, permitindo identificar operações irregulares com mais rapidez e eficiência.

    A digitalização das vendas, portanto, traz benefícios para o transporte regular, mas também cria novos desafios para a fiscalização.

    Editorial: América Latina como comunidade de conhecimento

    No editorial desta edição, Alexandre Pelegi amplia o debate para além das fronteiras brasileiras.

    Os desafios enfrentados pelo transporte público são, em muitos casos, semelhantes em diferentes países da América Latina. Ao mesmo tempo, cada mercado desenvolveu experiências próprias para lidar com questões como mobilidade urbana, financiamento, tecnologia, sustentabilidade e qualidade do serviço.

    O Brasil possui soluções e experiências importantes para compartilhar, mas também tem muito a aprender com iniciativas desenvolvidas em países como Chile, Colômbia e México.

    Para Pelegi, a aproximação entre esses mercados pode transformar a América Latina em uma verdadeira comunidade de conhecimento, capaz de compartilhar experiências, estimular negócios e criar um ambiente favorável à experimentação de novas soluções para o transporte público.

    Informação, tecnologia e transformação do transporte

    O EP 164 mostra que a transformação do transporte de passageiros não acontece a partir de uma única tecnologia ou tendência.

    A eletrificação exige planejamento, infraestrutura e novas formas de financiamento. A inteligência artificial abre possibilidades para melhorar a experiência do passageiro e apoiar a gestão das empresas. A reforma tributária poderá alterar estruturas de custos, enquanto o combate ao transporte irregular exige fiscalização cada vez mais integrada e tecnológica.

    Ao reunir essas diferentes perspectivas, o Podcast do Transporte apresenta um panorama dos principais desafios e oportunidades que estão moldando o setor.

    🎧 Ouça o EP 164

    Informação com análise é no Podcast do Transporte.

    O episódio é publicado às quartas-feiras e pode ser ouvido pelo Spotify ou pelo agregador de podcasts de sua preferência.

    Acompanhe também o conteúdo pelo site do Podcast do Transporte e confira os cortes e entrevistas no YouTube.

    O Podcast do Transporte é um produto do Diário do Transporte, em parceria com a Technibus/OTM Editora e a ANTP. A produção é da Toda Onda, com direção de Luiz Henrique Romagnoli e edição geral de Alexandre Pelegi.

  • EP 163 — Hitachi mira a América Latina e lidera o maior projeto ITS do mundo

    EP 163 — Hitachi mira a América Latina e lidera o maior projeto ITS do mundo

    LatBus 2026 revela a força da indústria de ônibus e reúne tecnologia, novos negócios e os principais desafios da mobilidade na América Latina

    A LatBus 2026 mostrou a dimensão e a força do mercado de ônibus latino-americano e colocou em evidência tecnologias que devem transformar o transporte de passageiros nos próximos anos.

    No EP 163 do Podcast do Transporte, os principais assuntos que movimentaram a feira são analisados por executivos, especialistas e jornalistas. Entre os destaques estão a estratégia da Hitachi para a América Latina, o avanço do maior projeto de sistemas inteligentes de transporte (ITS) em uma única cidade, os resultados da LatBus, novos modelos de ônibus e os desafios para ampliar a participação feminina no setor.

    Hitachi amplia atuação na América Latina e aposta em inteligência no transporte

    O episódio traz a primeira entrevista de Maurício Corte como vice-presidente de estratégia da Hitachi para a América Latina.

    Diretamente do estúdio avançado montado durante a LatBus 2026, Corte fala sobre a estratégia da companhia na região e sobre a incorporação da Clever Devices, empresa especializada em tecnologia para transporte público.

    Um dos principais desafios está em São Paulo, onde a Hitachi participa do Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional (SMGO).

    Segundo Corte, trata-se do maior projeto de monitoramento e gestão do transporte em uma única cidade no mundo. A dimensão da operação paulistana, entretanto, impõe desafios particulares e exige ajustes para que a tecnologia consiga responder à complexidade do sistema.

    A expectativa é que o SMGO contribua para fortalecer a governança de dados, melhorar o planejamento das viagens e ampliar a precisão das informações disponibilizadas aos passageiros.

    A iniciativa também reforça uma tendência que ganha espaço no transporte público: a utilização integrada de dados para apoiar decisões operacionais e melhorar a experiência de quem utiliza o sistema.

    LatBus 2026 mostra a força da indústria de ônibus

    A dimensão alcançada pela LatBus 2026 é analisada por Marcelo Fontana, da OTM Editora.

    Para Fontana, a edição foi marcada pelo crescimento no número de expositores, pela ampliação da área ocupada e, principalmente, pela qualidade técnica do público presente.

    O evento recebeu mais de 31 mil visitantes, incluindo quase 800 estrangeiros, consolidando seu caráter internacional.

    A presença de governos, entidades, fabricantes, operadores e profissionais do setor permitiu reunir, em um mesmo espaço, diferentes perspectivas sobre os desafios e as oportunidades do transporte coletivo.

    Para Fontana, o resultado evidencia a força da indústria de ônibus latino-americana e a importância de eventos capazes de aproximar os diferentes elos dessa cadeia.

    Fabricantes registram procura e projetam novos negócios

    A movimentação dos fabricantes durante a feira também é destaque no episódio.

    Márcia Pinna, da Technibus, relata a forte procura por chassis e carrocerias e a avaliação positiva das empresas em relação à qualidade dos contatos realizados durante o evento.

    Além dos lançamentos, demonstrações e apresentações tecnológicas, a expectativa é que parte das negociações iniciadas na LatBus avance para contratos nos próximos meses.

    O movimento reforça a posição da feira como uma importante vitrine continental para produtos, tecnologias e soluções voltadas ao transporte de passageiros.

    Tecnologia, conforto e eficiência orientam novos ônibus

    Os novos produtos apresentados na LatBus também são analisados por Adamo Bazani, do Diário do Transporte.

    Segundo o jornalista, as fabricantes enfrentam o desafio de combinar tecnologia, conforto e sofisticação com uma necessidade cada vez mais presente nas empresas operadoras: controlar custos e aumentar a eficiência.

    Nesse cenário, modelos elétricos, chassis inteligentes e soluções voltadas à melhoria da eficiência energética e aerodinâmica aparecem como respostas da indústria às demandas do mercado.

    A renovação de frotas precisa, ao mesmo tempo, oferecer veículos mais modernos e eficientes sem provocar uma pressão excessiva sobre os custos de operação.

    ABRATI defende maior participação feminina no transporte

    A diversidade também ganhou espaço no EP 163.

    Letícia Pineschi, diretora-geral da ABRATI, defende a ampliação da presença feminina em todas as etapas da cadeia do transporte.

    Para ela, abrir espaço é fundamental, mas não suficiente. A ampliação das oportunidades precisa estar acompanhada de preparo e qualificação, permitindo que as mulheres estejam prontas para ocupar as posições que surgem no setor.

    A discussão acompanha uma transformação gradual do mercado de transporte, que busca ampliar a diversidade e aproveitar diferentes competências na construção de soluções para a mobilidade.

    Editorial: o Brasil já conhece os caminhos para melhorar o transporte

    No editorial desta edição, Alexandre Pelegi parte de uma pesquisa realizada na Inglaterra para discutir um problema que também é conhecido pelos passageiros brasileiros.

    Os usuários querem maior frequência dos ônibus, viagens mais rápidas, integração tarifária, informações claras e pontos de embarque seguros.

    São demandas que, segundo Pelegi, aparecem há décadas em estudos e diagnósticos sobre o transporte público brasileiro.

    A experiência inglesa apresentada na pesquisa, porém, trouxe um elemento adicional: a criação de um fórum de passageiros após a realização do levantamento.

    Para Pelegi, o Brasil não sofre pela falta de diagnósticos ou de conhecimento sobre aquilo que precisa ser feito. O grande desafio é transformar esse conhecimento acumulado em ações concretas capazes de melhorar a experiência cotidiana dos passageiros.

    LatBus 2026 reforça o papel da tecnologia na transformação do transporte

    O EP 163 mostra que a transformação do transporte público passa por diferentes frentes.

    A digitalização da operação, o uso de dados, os sistemas inteligentes de transporte, novos veículos e soluções voltadas à eficiência estão criando novas possibilidades para operadores, gestores públicos e passageiros.

    Ao mesmo tempo, o setor continua diante de desafios conhecidos, como a necessidade de melhorar a qualidade do serviço, reduzir custos, ampliar investimentos e transformar diagnósticos em políticas efetivas.

    A LatBus 2026 funcionou como um retrato desse momento: uma indústria em transformação, conectada a novas tecnologias e cada vez mais integrada aos movimentos internacionais do setor.

    🎧 Ouça o EP 163

    Informação com análise é no Podcast do Transporte.

    O episódio é publicado toda quarta-feira pelo Spotify ou pelo seu agregador de podcasts preferido.

    Acompanhe também o site do Podcast do Transporte e confira os cortes e entrevistas no YouTube.

    O Podcast do Transporte é um produto do Diário do Transporte, em parceria com a Technibus/OTM Editora e a ANTP. A produção é da Toda Onda, com direção de Luiz Henrique Romagnoli e edição geral de Alexandre Pelegi.

  • EP 162 — ABTEC nasce para organizar a tecnologia da mobilidade e transformar dados em decisões

    EP 162 — ABTEC nasce para organizar a tecnologia da mobilidade e transformar dados em decisões

    Direto do estúdio do Podcast do Transporte na LAT.BUS 2026, episódio apresenta a nova Associação das Empresas de Tecnologia da Mobilidade e os principais lançamentos da feira

    A tecnologia ocupa cada vez mais espaço nas discussões sobre o futuro do transporte público. Mas, à medida que surgem novas soluções, conceitos, plataformas e ferramentas baseadas em dados, também cresce a necessidade de organizar essa linguagem e estabelecer referências comuns para empresas, operadores e gestores públicos.

    É nesse contexto que nasce a ABTEC — Associação das Empresas de Tecnologia da Mobilidade, apresentada no EP 162 do Podcast do Transporte, gravado diretamente do estúdio montado durante a LAT.BUS 2026.

    O episódio reúne Gustavo Balieiro, da Bus2, Rafael Teles e Felipe Leoni, que apresentam a proposta da nova entidade e discutem os desafios de criar padrões capazes de facilitar a comunicação e o entendimento sobre tecnologia no setor.

    ABTEC quer organizar conceitos e aproximar empresas, operadores e governos

    A criação da ABTEC parte de uma necessidade cada vez mais evidente no mercado: diferentes empresas utilizam conceitos e expressões tecnológicas que nem sempre possuem o mesmo significado.

    Para a nova associação, estabelecer uma linguagem comum é fundamental para que operadores, gestores públicos, fornecedores e demais participantes do ecossistema de mobilidade consigam avaliar soluções de maneira mais clara.

    A proposta é contribuir para que a tecnologia deixe de ser apenas um conjunto de ferramentas e passe a ser utilizada de forma mais estratégica, transformando dados em informações e informações em decisões mais eficientes.

    Durante o episódio, os representantes da ABTEC também abordam os desafios envolvidos na construção de padrões que possam ser compreendidos e utilizados por diferentes organizações.

    Primeiro projeto será um glossário técnico

    Uma das primeiras iniciativas anunciadas pela ABTEC é a criação de um Glossário Técnico, desenvolvido em conjunto com entidades representativas do setor, entre elas NTU, ANTP, FNP e UITP.

    A ideia é estabelecer definições e referências comuns para termos utilizados no universo da tecnologia aplicada à mobilidade.

    Em um mercado que incorpora rapidamente conceitos relacionados a inteligência artificial, dados, sistemas de gestão, conectividade e automação, a padronização da linguagem pode contribuir para reduzir interpretações equivocadas e facilitar a contratação, implantação e avaliação de soluções.

    Mais do que um documento de referência, o glossário pretende funcionar como uma ferramenta para aproximar diferentes atores do setor e criar uma base comum de conhecimento.

    Inteligência artificial exige responsabilidade e transparência

    O avanço da inteligência artificial também está entre os principais assuntos do EP 162.

    A tecnologia abre novas possibilidades para o transporte, mas seu uso exige critérios claros, especialmente quando envolve grandes volumes de dados e decisões que podem afetar diretamente a operação e a experiência dos passageiros.

    O episódio debate a importância da transparência e do uso responsável das informações, além da necessidade de compreender exatamente o que determinadas tecnologias são capazes de entregar.

    A discussão também chama atenção para expressões tecnológicas que, quando utilizadas sem clareza, podem acabar confundindo operadores e gestores em vez de contribuir para a tomada de decisões.

    Nesse cenário, conhecimento, padronização e transparência tornam-se elementos fundamentais para que a inovação produza resultados concretos.

    LAT.BUS 2026 confirma força do mercado latino-americano

    Além do lançamento da ABTEC, o EP 162 apresenta um balanço da LAT.BUS 2026, que encerrou sua edição com números expressivos.

    A feira recebeu mais de 31.600 visitantes, representantes de aproximadamente 6 mil organizações e participantes de 40 países.

    Os números reforçam a dimensão internacional do evento e mostram a importância crescente da indústria de ônibus e das soluções de mobilidade produzidas e comercializadas na América Latina.

    A presença de empresas, operadores, governos, entidades e profissionais de diferentes países também transformou a LAT.BUS em um espaço de troca de experiências, apresentação de tecnologias e geração de novos negócios.

    Marcopolo, Caio, Busscar, Irizar e Mascarello apresentam novidades

    O episódio também acompanha os principais lançamentos de ônibus e carrocerias apresentados durante a feira.

    A equipe do Podcast do Transporte analisa novidades de fabricantes como Marcopolo, Caio, Busscar, Irizar e Mascarello, que apresentaram produtos e soluções voltados às novas demandas dos operadores.

    Os lançamentos refletem uma indústria que busca equilibrar diferentes necessidades: oferecer mais tecnologia e conforto aos passageiros, aumentar a eficiência operacional e, ao mesmo tempo, reduzir custos.

    A evolução dos veículos também acompanha mudanças no perfil das operações, com maior atenção à eficiência energética, conectividade, segurança e recursos capazes de melhorar a gestão das frotas.

    Tecnologia e inovação no centro do futuro da mobilidade

    O EP 162 mostra que o futuro do transporte não depende apenas da criação de novos veículos.

    A transformação passa também pela maneira como o setor coleta, organiza, interpreta e utiliza dados.

    A criação da ABTEC surge justamente nesse ambiente de rápida evolução tecnológica, em que empresas e operadores precisam compreender novas ferramentas e estabelecer parâmetros que permitam comparar soluções e tomar decisões com maior segurança.

    A padronização de conceitos, o uso responsável da inteligência artificial e a transparência dos dados são parte de uma mesma discussão: como utilizar a tecnologia para resolver problemas reais da mobilidade.

    A LAT.BUS 2026 mostrou que o setor está avançando nessa direção. O desafio agora é transformar as novidades apresentadas em soluções capazes de gerar resultados concretos para operadores, gestores e passageiros.

    🎧 Ouça agora o EP 162

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    O episódio está disponível no Spotify e no site do Podcast do Transporte.

    Ouça o EP 162 no Spotify

    Acompanhe também os demais episódios, entrevistas e conteúdos sobre transporte público, tecnologia e mobilidade no site do Podcast do Transporte.

    O Podcast do Transporte é um conteúdo do Diário do Transporte, da OTM Editora e da ANTP, com produção da Toda Onda, direção de Luiz Henrique Romagnoli e edição geral de Alexandre Pelegi.

  • Carlos Mira: IA e inteligência de dados serão decisivas para o futuro do transporte, afirma no Podcast do Transporte #153

    Carlos Mira: IA e inteligência de dados serão decisivas para o futuro do transporte, afirma no Podcast do Transporte #153

    A transformação digital deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade no setor de transporte. Em entrevista ao Podcast do Transporte #153, Carlos Mira, idealizador do Frotas Conectadas, compartilhou sua visão sobre os desafios e as oportunidades que estão redesenhando a gestão de frotas e a mobilidade no Brasil.

    Durante a conversa, Mira relembrou a trajetória do Frotas Conectadas, evento que se consolidou como uma das principais referências em inovação e tecnologia para o transporte. Para 2026, o encontro terá um novo formato: uma edição especial durante a LatBus, voltada exclusivamente ao setor de ônibus, enquanto a programação dedicada ao transporte de cargas permanecerá integrada à Fenatran.

    Inteligência aplicada à gestão

    Um dos principais alertas feitos por Carlos Mira foi sobre a importância da inteligência de dados na tomada de decisões. Segundo ele, empresas que ainda tratam a tecnologia como um diferencial competitivo precisam mudar de postura.

    Para o especialista, a utilização de dados para planejar operações, reduzir custos, aumentar a produtividade e melhorar a experiência dos passageiros será determinante para a sobrevivência das empresas nos próximos anos.

    Manutenção preditiva ganha protagonismo

    Outro tema de destaque foi a manutenção preditiva. Com o avanço da telemetria, dos sensores embarcados e da análise de dados em tempo real, as empresas conseguem identificar falhas antes que elas provoquem paradas inesperadas ou aumentem os custos operacionais.

    Além de elevar a disponibilidade dos veículos, essa tecnologia contribui para aumentar a segurança, reduzir desperdícios e tornar as operações mais eficientes.

    As tendências para 2026

    Durante a entrevista, Carlos Mira apontou as principais tendências que devem acelerar a transformação do setor:

    • Inteligência artificial aplicada ao planejamento operacional;
    • Gestão baseada em dados para decisões mais estratégicas;
    • Manutenção preditiva como ferramenta de eficiência operacional;
    • Descarbonização orientada por dados e indicadores de desempenho;
    • Digitalização cada vez maior da gestão das frotas.

    Segundo ele, essas tecnologias deixarão de ser diferenciais para se tornarem requisitos básicos de competitividade.

    Frotas Conectadas na LatBus 2026

    A edição do Frotas Conectadas durante a LatBus 2026 será dedicada exclusivamente ao segmento de ônibus, reunindo operadores, gestores públicos, fabricantes, fornecedores e especialistas para discutir inovação, conectividade, eletrificação, inteligência artificial e sustentabilidade no transporte coletivo.

    Já o transporte rodoviário de cargas continuará sendo contemplado durante a Fenatran, mantendo a proposta de oferecer debates específicos para cada segmento.

    Assista ao episódio

    O Podcast do Transporte #153 reúne uma conversa sobre os desafios da transformação digital, o papel da inteligência artificial, a evolução da gestão de frotas e as tecnologias que devem definir o futuro da mobilidade.

    Assista à entrevista completa e descubra por que a inteligência de dados será um dos principais ativos das empresas de transporte nos próximos anos.

  • Prodata e VaideBus: passageiro cada vez mais cliente com WhatsApp

    Prodata e VaideBus: passageiro cada vez mais cliente com WhatsApp

    Manaus quer ser referência com tecnologia, integração e sustentabilidade

    A mobilidade urbana vive uma transformação que vai muito além dos veículos, terminais e corredores de ônibus. Cada vez mais, o foco está na experiência do passageiro — ou, melhor dizendo, do cliente. No episódio 151 do Podcast do Transporte, a tecnologia aparece como protagonista dessa mudança, com destaque para a parceria entre Prodata e VaideBus, o avanço do WhatsApp como canal de serviços e o projeto Mobilidade 360, lançado em Manaus.

    A proposta é clara: simplificar a jornada do usuário, ampliar o acesso à informação, integrar soluções e tornar o transporte público mais próximo das necessidades reais da população.

    WhatsApp com IA amplia a relação entre transporte e passageiro

    A Prodata e a VaideBus estão apostando em um dos canais mais presentes na rotina dos brasileiros: o WhatsApp. A ideia é usar a ferramenta não apenas para recarga, mas como uma central de relacionamento capaz de resolver diferentes demandas do passageiro de forma rápida, intuitiva e acessível.

    No episódio, Kleber Rocha, diretor comercial da Prodata, e André Garrido, fundador da VaideBus, explicam como o aplicativo passou a ocupar um papel estratégico na mobilidade urbana. Atendimento, cadastro, bloqueio de cartão, consulta de informações e novos serviços passam a estar disponíveis em um ambiente que o usuário já conhece e utiliza diariamente.

    Um dos destaques é Vitória, agente de inteligência artificial criada para organizar e conduzir a jornada do passageiro dentro do WhatsApp. A solução mostra como a tecnologia conversacional pode reduzir barreiras, facilitar processos e transformar o atendimento em uma experiência mais fluida.

    Mais do que digitalizar serviços, a proposta é aproximar o sistema de transporte do comportamento atual das pessoas. Em vez de obrigar o passageiro a buscar canais complexos ou pouco intuitivos, o serviço chega até ele por meio de uma ferramenta simples, direta e popular.

    Passageiro como cliente: a nova lógica da mobilidade

    A discussão traz um ponto central para o futuro do transporte público: o passageiro precisa ser tratado como cliente. Isso significa oferecer informação clara, canais eficientes, soluções rápidas e uma experiência compatível com o padrão de facilidade que as pessoas já encontram em outros serviços digitais.

    A lógica da operação continua essencial, mas já não basta. O transporte público precisa entregar previsibilidade, confiança e conveniência. A tecnologia, nesse contexto, deixa de ser apenas uma ferramenta de bastidor e passa a ser parte da experiência cotidiana do usuário.

    Essa mudança conversa diretamente com o editorial de Alexandre Pelegi, que analisa como as novas gerações, acostumadas a resolver tudo em poucos cliques, estão elevando o nível de expectativa sobre os serviços públicos e privados. Para atrair e recuperar passageiros, o setor precisa entender essa nova lógica da experiência.

    Manaus lança Mobilidade 360 e mira integração de modais

    Outro destaque do episódio é Manaus, que quer se posicionar como referência em mobilidade urbana com tecnologia, integração e sustentabilidade. O Sinetram, sindicato das empresas de transporte de passageiros do Amazonas, lançou o Projeto Mobilidade 360, uma iniciativa que reúne operadores, poder público e sociedade civil em torno de uma agenda comum para transformar o transporte da capital amazonense.

    O presidente do Sinetram, César Tadeu Teixeira, explica que o projeto busca integrar diferentes modais, incluindo o transporte aquaviário, reduzir congestionamentos e ampliar o uso do cartão Passa Fácil. Em uma cidade marcada por características geográficas próprias e desafios urbanos complexos, pensar a mobilidade de forma integrada é uma necessidade estratégica.

    O superintendente Diogo Feuser detalha o conceito de MaaS, sigla para Mobility as a Service, ou mobilidade como serviço. A ideia é conectar soluções, facilitar deslocamentos e colocar o usuário no centro do sistema, com mais informação, praticidade e eficiência.

    A proposta também reforça a importância da comunicação direta com o passageiro. Não basta criar soluções: é preciso fazer com que a população entenda, acesse e utilize esses recursos no dia a dia.

    Lat.Bus 2026 coloca Marco Legal e tendências no centro do debate

    O episódio também antecipa temas que estarão em evidência na Lat.Bus 2026, evento que reunirá feira, seminários e debates sobre o futuro do transporte. Márcia Pinna apresenta as novidades da edição, enquanto Francisco Christovam, presidente da NTU, destaca que o seminário será guiado pelo Marco Legal do Transporte Público.

    Entre os assuntos em pauta estão operação, tecnologia, financiamento, infraestrutura e os caminhos para tornar o transporte coletivo mais sustentável e eficiente. O debate reforça que a modernização do setor depende não apenas de inovação tecnológica, mas também de modelos regulatórios e econômicos capazes de sustentar essa transformação.

    Contratos, inovação e o caso do BRT ABC

    Na análise de Adamo Bazani, o episódio aborda como novos modelos de concessão podem acompanhar melhor a velocidade das inovações. O exemplo do BRT ABC mostra um conjunto de tecnologias em teste ou implementação, como portas de plataforma, ITS, bilhetagem com reconhecimento facial, QR Code e pagamento por aproximação.

    O caso chama atenção porque envolve também o modelo de relicitação adotado no sistema, acompanhado de perto por diferentes regiões do país. Para Adamo, a capacidade de atualizar contratos e incorporar novas tecnologias será cada vez mais decisiva para a qualidade do transporte público.

    ABRATI destaca qualificação e alcance do transporte rodoviário

    No quadro ABRATI News, Leticia Pineschi, diretora executiva da entidade, fala sobre a importância da qualificação das empresas e da elevação da régua de qualidade no transporte rodoviário de passageiros.

    Ela também comenta o volume anual de passageiros transportados e os fatores que influenciam a demanda, como clima, feriados e sazonalidades. O tema reforça que o transporte rodoviário segue como parte essencial da mobilidade nacional e precisa acompanhar as novas exigências de serviço, segurança e experiência do usuário.

    Tecnologia só faz sentido quando melhora a vida das pessoas

    O episódio 151 mostra que a mobilidade está entrando em uma fase em que tecnologia, atendimento e integração caminham juntos. O uso do WhatsApp com inteligência artificial pela Prodata e VaideBus, o projeto Mobilidade 360 em Manaus, os debates da Lat.Bus 2026 e os novos modelos de concessão apontam para um mesmo caminho: colocar o passageiro no centro das decisões.

    A inovação no transporte não pode ser apenas discurso. Ela precisa aparecer na prática, no tempo de espera menor, na informação mais clara, no pagamento mais simples, no atendimento mais eficiente e na integração entre diferentes formas de deslocamento.

    Quando o passageiro passa a ser tratado como cliente, o transporte público ganha uma nova oportunidade de reconquistar confiança, ampliar demanda e se tornar mais competitivo na vida urbana.

    A pergunta que fica é: o setor está pronto para transformar tecnologia em experiência real para quem usa o transporte todos os dias?

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    Prodata e VaideBus no WhatsApp

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    Prodata e VaideBus ampliam serviços pelo WhatsApp com IA

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    Prodata e VaideBus usam WhatsApp com IA para melhorar atendimento, recarga e serviços ao passageiro no transporte público.

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  • Elas no Transporte mira empregabilidade feminina no episódio 150 do Podcast do Transporte

    Elas no Transporte mira empregabilidade feminina no episódio 150 do Podcast do Transporte

    O episódio 150 do Podcast do Transporte destaca a segunda edição do movimento Elas no Transporte, iniciativa que reuniu lideranças femininas de todo o país e vem se consolidando como uma rede de transformação para o setor de mobilidade, transporte e logística.

    Mais do que um encontro, o projeto ganhou força como plataforma de diálogo, articulação e ação prática dentro das empresas. A proposta é ampliar a presença feminina em cargos de liderança, áreas técnicas, garagens, oficinas, operações e espaços de decisão, mostrando que a diversidade também é um caminho para melhorar a gestão e a inovação no transporte.

    Liderança feminina que transforma o setor

    Durante o episódio, Luciana Herszkowicz, cofundadora do Elas no Transporte, explica como o movimento nasceu e por que tem despertado interesse em diferentes regiões do Brasil. Criado por Luciana e por Niege Chaves, o projeto reúne executivas, empresárias, gestoras, especialistas e profissionais que atuam em várias frentes da mobilidade.

    Segundo Luciana, o conteúdo gerado nos encontros não fica restrito ao palco. As discussões começam a se transformar em ações dentro das empresas, influenciando contratações, políticas internas, cultura organizacional e novas oportunidades para mulheres no setor.

    O crescimento do movimento também já aparece na demanda de outras cidades interessadas em receber novas edições. A agenda inclui cursos, jantares, encontros estratégicos e até uma comitiva ao SXSW, no Texas, em 2027, reforçando a proposta de conectar o transporte brasileiro a debates globais sobre inovação, liderança e diversidade.

    Technibus 35 anos: a história viva do transporte de passageiros

    O episódio também celebra os 35 anos da revista Technibus, uma das principais referências editoriais do transporte de passageiros no Brasil.

    A editora Márcia Pinna conversa com Marcelo Fontana, fundador da publicação, que relembra a criação da revista, os principais furos jornalísticos, a evolução para o ambiente digital e o papel da OTM Editora na construção de um acervo histórico sobre mobilidade urbana, transporte rodoviário e ônibus no país.

    Ao longo de mais de três décadas, a Technibus acompanhou mudanças profundas no setor, como a modernização das frotas, a evolução tecnológica dos veículos, os debates sobre financiamento, a transformação dos sistemas urbanos e a chegada de novos modelos de gestão.

    Lat.Bus 2026 antecipa novidades em carrocerias

    No momento Lat.Bus, Ruben Bisi, presidente da FABUS, antecipa expectativas para a edição de 2026 da feira, que será realizada em São Paulo, no mês de agosto.

    O encontro deve reunir fabricantes, operadores, entidades e especialistas para apresentar lançamentos, tendências e novas tecnologias aplicadas ao transporte de passageiros. Entre os temas em destaque estão carrocerias, tração, motorização, design, eficiência operacional e soluções voltadas ao futuro da mobilidade.

    A Lat.Bus segue como uma das principais vitrines do setor, especialmente para acompanhar os movimentos das encarroçadoras brasileiras e os caminhos da indústria diante das novas demandas de sustentabilidade, conforto e inovação.

    De onde virá o dinheiro das tarifas?

    No quadro com Adamo Bazani, o episódio traz uma conversa direta do evento dos operadores em Recife com Francisco Christovam, diretor-presidente da NTU.

    O tema central é uma das grandes questões do transporte público brasileiro: de onde virá o dinheiro para financiar as tarifas?

    A entrevista aborda novas possibilidades abertas pelo Marco Regulatório, incluindo discussões sobre vale-transporte, gratuidades, responsabilidades do poder público e alternativas para garantir a sustentabilidade econômica dos sistemas.

    O debate reforça que o financiamento do transporte coletivo não pode depender apenas do passageiro pagante. Para manter qualidade, regularidade e equilíbrio financeiro, o setor precisa discutir novas fontes de custeio e modelos mais justos de repartição de responsabilidades.

    Abrati News: junho chega com aumento de viagens

    No Abrati News, a chegada de Corpus Christi e das festas juninas movimenta o transporte rodoviário interestadual.

    A ABRATI projeta aumento de quase 15% no fluxo de viagens durante o período e reforça orientações importantes para os passageiros: comprar passagens com antecedência, evitar ônibus clandestinos, conferir a documentação das crianças e planejar o deslocamento com calma.

    A entidade também alerta para a importância de escolher empresas autorizadas, garantindo mais segurança, conforto e previsibilidade durante as viagens. Com o avanço das festas juninas em várias regiões do país, a expectativa é de maior demanda nos terminais e rodovias.

    Rodovias Seguras Para Todas

    No editorial, Alexandre Pelegi reflete sobre a presença feminina no transporte após participar do evento Mulheres no Transporte.

    Ele apresenta o programa Rodovias Seguras Para Todas, iniciativa idealizada para ampliar o debate sobre segurança, representatividade e participação das mulheres no setor.

    Pelegi destaca que a baixa presença feminina ao volante, nas garagens, oficinas, áreas técnicas e cargos de operação representa um desperdício de talento. Para ele, ampliar a participação das mulheres não é apenas uma pauta de inclusão, mas também uma necessidade estratégica para melhorar o transporte brasileiro.

    Um setor em transformação

    O episódio 150 do Podcast do Transporte mostra que o setor vive um momento de mudanças importantes. A presença feminina, o financiamento do transporte, a preservação da memória editorial, a inovação industrial e a segurança nas rodovias aparecem como temas conectados por um mesmo desafio: construir uma mobilidade mais eficiente, diversa, segura e sustentável.

    O movimento Elas no Transporte simboliza essa transformação ao mostrar que liderança feminina, empregabilidade e inovação caminham juntas. Ao dar voz a mulheres que já fazem a diferença no setor, o projeto amplia caminhos para que novas profissionais ocupem espaços de decisão e ajudem a desenhar o futuro do transporte no Brasil.

    Ouça o episódio 150 do Podcast do Transporte e acompanhe as principais conversas sobre mobilidade, transporte público, ônibus, rodovias, inovação e liderança feminina no setor.

  • Enfim temos Marco Regulatório: um divisor de águas do transporte coletivo

    Enfim temos Marco Regulatório: um divisor de águas do transporte coletivo

    Enfim temos Marco Regulatório: um divisor de águas do transporte coletivo 

    O episódio 148 marca um momento histórico: depois de anos de debates, idas e vindas no Congresso e muita expectativa do setor, o Marco Regulatório do Transporte Coletivo finalmente foi aprovado. O Podcast do Transporte ouviu Luís Carlos Néspoli, o Branco, superintendente da ANTP, que participou da criação da legislação desde o início.

    Ele resume o potencial da nova lei: normas federais claras, fortalecimento de  contratos, transparência, sistema nacional de informações e, pela primeira vez, participação da União no custeio da operação. Branco ainda conta como o Marco abre caminho para a criação de um sistema de mobilidade com participação federal, estadual e municipal, como o SUS.

    📊 Com a FIPE, nasce o Índice Rodoviário Click Bus

    A ClickBus e a Fipe lançam um indicador inédito para acompanhar preços, demanda e comportamento do mercado rodoviário. O CEO Phillip Klien explica como o índice atende às demandas das operadoras, dos viajantes e até da imprensa. E já revela as primeiras conclusões. 

    🧠 Cidades que falam: dados em tempo real

    Na São Paulo Innovation Week, Cassiano Rusycki, CEO da MaisMobi, defende o conceito de “cidade que fala”: sistemas capazes de produzir, interpretar e compartilhar dados em tempo real. Ele explica por que o passageiro deve ser tratado como cliente e como a mobilidade digital será desenhada para diferentes perfis.

    🌿 Márcia e Adamo com Paulo Saldiva: “carro elétrico não é igual sustentabilidade”

    Márcia Pinna e Adamo Bazani conversam com o professor Paulo Saldiva, da USP, referência em doenças pulmonares. Ele alerta: carro elétrico não é sinônimo de sustentabilidade. Saldiva critica congestionamentos “eletrificados” e defende políticas que reduzam exposição à poluição — e não apenas troquem o tipo de motor.

    🚌 Lat.Bus 2026: Marcelo Fontana explica área para venda de seminovos

    A Lat.Bus terá pela primeira vez um espaço dedicado à venda de ônibus seminovos. Marcelo Fontana, da OTM, explica como a iniciativa atende a uma demanda histórica dos frotistas e cria novas oportunidades de negócios do setor – urbano, fretamento e  rodoviário-  com empresários de toda a América Latina.

    ⚖️ Abrati News:  Maio Amarelo mobiliza o setor 

    A Abrati apoia ações de conscientização e destaca iniciativas como a campanha do Grupo Guanabara sobre o uso do cinto de segurança — hábito que ainda precisa avançar. O slogan “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas” é claro: empatia e atenção reduzem riscos e evitam mortes no trânsito.

    🧠 Editorial: Home office roubou algo além do trajeto

    O home office eliminou o trânsito, os ônibus lotados e o tempo perdido. Mas também pode ter levado embora algo invisível: a transição psicológica entre trabalho e vida pessoal. Em novo editorial, Alexandre Pelegi discute o debate que ganha força no Reino Unido e mostra como o commuting diário pode funcionar como uma espécie de “fronteira mental” — desde que o deslocamento seja digno. Porque quando a mobilidade vira sofrimento, ela deixa de ser equilíbrio e passa a ser mais uma fonte de exaustão.

  • Por que o jovem está se desligando do transporte público?

    Por que o jovem está se desligando do transporte público?

    O debate sobre o futuro da mobilidade urbana ganhou um novo ponto de inflexão: o afastamento crescente dos jovens do transporte coletivo. O fenômeno, que já aparece em grandes cidades brasileiras, foi analisado no Podcast do Transporte, em uma série especial que cruza dados, percepções culturais e relatos de especialistas para entender por que ônibus, trens e metrôs deixaram de ocupar um lugar simbólico na vida das novas gerações.

    A discussão parte de conclusões da pesquisa “Adorlescente”, realizada pela Almap BBDO em parceria com a Netflix Ads, além de entrevistas com profissionais de comunicação, transporte, regulação e operação urbana.

    O que emerge desse conjunto de análises não é apenas uma mudança de hábito, mas uma transformação cultural profunda: o transporte público deixou de ser um espaço de convivência e passou a ser visto como uma solução funcional, muitas vezes associada a desconforto, risco e imprevisibilidade.


    A experiência cotidiana e o peso da insegurança

    No episódio, a jornalista Roberta Soares traz um retrato direto da realidade do Recife e de outras capitais: o jovem, quando pode escolher, tende a evitar o transporte coletivo.

    A explicação não está apenas no preço ou na oferta de linhas, mas na percepção de qualidade da experiência. Lotação, atrasos, insegurança e falta de confiabilidade fazem com que alternativas — como motocicletas por aplicativo ou até o enfrentamento de congestionamentos em carros particulares — pareçam mais atraentes, mesmo quando não são mais seguras ou mais econômicas.

    Esse deslocamento de preferência evidencia um ponto crítico: o transporte público perdeu competitividade simbólica. Ele deixou de ser uma opção integrada ao estilo de vida urbano e passou a ser um recurso de necessidade.


    O transporte como “remédio”

    Para o consultor da ANTP, Claudio de Senna Frederico, o problema vai além da operação.

    Ele usa uma metáfora provocativa: o transporte público hoje é como “tomar um remédio”. Funciona, resolve uma necessidade, mas não gera prazer ou vínculo. Em contraste, lembra que o metrô e os ônibus já foram espaços de encontros, descobertas e experiências urbanas — inclusive afetivas.

    Essa mudança de percepção é central. Quando o transporte deixa de dialogar com a vida real dos jovens — seus horários flexíveis, suas interações digitais, seus deslocamentos fragmentados — ele perde relevância cultural. E quando perde relevância cultural, perde também adesão espontânea.


    Tecnologia, regulação e o futuro do sistema

    A discussão também passa por bastidores institucionais e regulatórios. A coluna de Márcia Pinna atualiza o panorama da Lat.Bus 2026, destacando a ampliação da oficina de tecnologia organizada por Roberto Sganzerla.

    A edição deste ano reforça quatro eixos centrais: bilhetagem, gestão de dados, sistemas inteligentes de transporte (ITS) e experiência do cliente. O avanço dessas áreas indica uma tentativa clara de reposicionar o transporte público como um serviço mais conectado, eficiente e orientado ao usuário.

    Em paralelo, o comentarista Adamo Bazani chama atenção para um problema estrutural da regulação brasileira: as frequentes mudanças nas chamadas “janelas” da ANTT.

    Segundo ele, a instabilidade regulatória compromete investimentos e planejamento de longo prazo, afetando diretamente a capacidade de modernização do sistema de transporte rodoviário em todo o país.


    Reconhecimento e cultura de segurança

    No setor rodoviário, a Viação Águia Branca foi destaque ao reconhecer mais de 500 motoristas por desempenho e segurança.

    A iniciativa, que integra as comemorações de 80 anos da empresa, reforça um ponto frequentemente subestimado no debate público: a qualidade do transporte depende diretamente das pessoas que o operam. Segurança, eficiência e cuidado na condução são elementos que impactam diretamente a confiança do passageiro — especialmente dos mais jovens.


    O que o transporte perdeu (e o que ainda pode recuperar)

    O editorial “A Juventude Transviada” amplia o diagnóstico: o transporte público perdeu seu papel simbólico na formação urbana da juventude.

    Antigamente, ônibus e metrôs eram também espaços de construção de identidade — locais onde se observava a cidade, se encontravam pessoas, se experimentava a vida urbana em movimento. O texto relembra, inclusive, episódios envolvendo o músico Gilberto Gil, que utilizava ônibus em São Paulo como espaço de observação e inspiração.

    Hoje, essa dimensão simbólica foi substituída por uma lógica de deslocamento estritamente funcional. O transporte passou a ser algo que se usa, não algo que se vive.

    Essa ruptura ajuda a explicar o distanciamento da juventude. Quando não há vínculo afetivo ou cultural, o sistema deixa de disputar espaço com alternativas mais convenientes — ainda que menos sustentáveis.


    O projeto é uma produção do Diário do Transporte, em parceria com a Technibus/OTM Editora e a ANTP, com produção da Toda Onda e direção de Luiz Henrique Romagnoli.

  • Planejar para 2050: São Paulo discute o futuro da infraestrutura e da mobilidade

    Planejar para 2050: São Paulo discute o futuro da infraestrutura e da mobilidade

    São Paulo está olhando para 2050 — e isso muda tudo.

    Não se trata de mais um plano no papel ou de promessas que acabam no próximo ciclo político. O PLI 2050, conduzido pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, representa algo raro no Brasil: uma tentativa real de pensar infraestrutura como continuidade, como estratégia de Estado — não de governo.

    E o episódio 146 do Podcast do Transporte entra exatamente nesse ponto de virada para mostrar o que está em jogo.


    🏗️ Um plano que sai da teoria e entra na decisão

    O PLI 2050 começa a reorganizar o futuro com base em algo essencial: dados, escuta qualificada e participação social.

    O subsecretário de Logística e Transportes, Denis Gerage Amorim, detalha como o estado está construindo um diagnóstico profundo para orientar investimentos até 2050 — com uma visão clara: integrar modais, reduzir gargalos históricos e reposicionar a matriz de transportes paulista.

    Aqui, o futuro não é abstração. Ele já está sendo desenhado em decisões concretas sobre ferrovias, rodovias, logística urbana e novas tecnologias como eletrificação, biometano e até eVTOLs.


    🌎 Quando planejamento encontra financiamento e escala

    A especialista Ana Beatriz Monteiro, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, traz um ponto decisivo: planejamento sem integração institucional não se sustenta.

    Ela reforça que São Paulo tem histórico de protagonismo, mas precisa avançar na coordenação entre níveis de governo e acelerar projetos estruturantes — especialmente na ampliação do papel das ferrovias, ainda subutilizadas frente ao potencial do estado.

    O recado é direto: não falta capacidade. Falta alinhamento para transformar visão em execução.


    🚧 Infraestrutura que conecta pessoas, não apenas mapas

    No DER, o foco vai além do asfalto.

    Thiago Ferreira mostra como as rodovias paulistas estão sendo repensadas para algo maior: conectar pessoas a serviços, oportunidades e desenvolvimento regional.

    Isso inclui tecnologia embarcada, como câmeras inteligentes, conectividade em tempo real e infraestrutura preparada para eletrificação. Estradas deixam de ser apenas trajetos — passam a ser sistemas vivos de mobilidade e dados.


    🚌 O ônibus como peça estratégica do futuro

    Márcia Pinna analisa como o consórcio de ônibus vem mudando a lógica de compra e renovação de frota no Brasil.

    Com apoio de dados da associação do setor e diálogo com operadores, fica claro: planejamento coletivo reduz risco, melhora previsibilidade e permite decisões mais inteligentes em um cenário de incerteza econômica.


    🚌 Inovação na prática: quando o transporte começa pequeno e muda vidas

    Adamo Bazani mostra um exemplo que fala por si: o avanço da tarifa zero e do transporte sob demanda em Santo André.

    Não é uma revolução grandiosa no discurso — é uma transformação silenciosa na prática. Um sistema que começa pequeno, focado em quem mais precisa, e mostra que política pública eficaz não depende de escala inicial, mas de propósito claro.


    ⚖️ O transporte rodoviário também muda sua lógica

    A Viação Ouro e Prata dá um passo além da operação tradicional e lança um programa de cashback para passageiros.

    É um sinal de mudança de era: o transporte rodoviário começa a incorporar práticas do varejo digital, criando vínculos diretos com o cliente e novas formas de fidelização baseadas em experiência e retorno real.


    🧠 Entre A e B existe tudo aquilo que o sistema ainda não resolveu

    No editorial, Alexandre Pelegi provoca uma reflexão essencial: mobilidade não é apenas deslocamento.

    O verdadeiro problema não está no ponto de partida ou no destino — está no “entre”. Na integração que falta, na conexão que não funciona, na experiência fragmentada que o usuário enfrenta todos os dias.

    E é exatamente aí que o sistema ainda falha — e onde o PLI 2050 tenta começar a corrigir o rumo.


    🎧 Um episódio para quem entende que o futuro já começou

    Toda quarta-feira no Spotify ou no seu agregador preferido.
    📺 Cortes no YouTube: @Podcastdotransporte
    🌐 www.podcastdotransporte.com.br

    Produção: Toda Onda
    Direção: Luiz Henrique Romagnoli
    Edição: Alexandre Pelegi
    Uma realização do Diário do Transporte, Technibus/OTM Editora e ANTP.


    O futuro da mobilidade em São Paulo não está sendo previsto.
    Está sendo construído agora — decisão por decisão, conexão por conexão.

    🎙️ Conteúdo do Diário do Transporte e da OTM Editora, com apoio da ANTP.